segunda-feira, 23 de setembro de 2013

PRESSÃO PELA ALFABETIZAÇÃO

Focar excessivamente o teste e prejudicar o processo de aprendizagem. Essa pode ser uma das consequências de avaliações de alfabetização aplicadas em larga escala e uma das preocupações entre especialistas em relação à Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), prova do governo federal a ser aplicada, a partir deste ano, para os alunos do 3o ano do ensino fundamental da rede pública. A ANA será feita anualmente, perto do fim do período letivo, de modo censitário.

As preocupações entre especialistas são muitas. O professor da Faculdade de Educação da Unicamp, Luiz Carlos de Freitas, teme que a ANA contribua para a pressão contra escolas, professores e alunos. "Vai aumentar a prescrição de materiais apostilados, desqualificando-se cada vez mais os profissionais que, em vez de exercitarem a reflexão sobre a sua prática pedagógica, serão instados a seguir receitas", acredita. Para ele, avaliações de larga escala não necessitam ser censitárias e nem anuais. "O que tem influenciado a existência de avaliações censitárias é a ideia de responsabilizar o professor e a escola individualmente. Essa 'auditoria' permanente é que exige esse modelo", afirma.

Choro e cobrança
João Luiz Horta Neto, pesquisador do Inep e doutor em política social, admite que dependendo da forma como se implementam os testes para avaliação, os professores podem se sentir pressionados a dar um foco excessivo no trabalho para o bom desempenho dos alunos - mas um bom resultado no teste não significa, necessariamente, que o processo educacional esteja acontecendo como deveria.

Ele descreve o cenário que presenciou quando acompanhou a aplicação de testes do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) - Provinha Brasil e Prova Brasil - em vários anos escolares. Segundo ele, nos anos iniciais as crianças chegam a chorar quando não conseguem resolver todas as questões no tempo estipulado. "Você percebe que o ambiente fica tenso e a criança se cobra muito - e não sabemos se no momento anterior houve pressão da escola, da família e do professor", relata.

A pesquisadora da coordenação geral de estudos educacionais da Fundação Joaquim Nabuco, Patrícia Simões, teme que esse tipo de avaliação tenha um efeito de pressão indesejada também sobre o currículo escolar. Em busca de obter bons resultados, os professores podem ser induzidos a montar aulas de "treinamento" para a prova. "E isso traz muitos danos para o processo de aquisição da linguagem escrita do aluno", diz Patrícia.

ANA x Provinha Brasil 
Por outro lado, para medir a alfabetização - e mesmo que não houvesse uma meta definida de "idade certa" para esse processo -, não há como escapar das séries iniciais do ensino fundamental. A ANA está aliada ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), que tem como meta a alfabetização das crianças até os 8 anos de idade, ao final do 3º ano do EF. Ana Paula Ribeiro, professora adjunta do Departamento de Teoria e Prática do Ensino da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenadora adjunta do Pnaic no Estado, defende que quanto mais cedo, melhor.

Matriz desconhecida 
"Os modelos de avaliação da Educação Básica que existem hoje realizam avaliações ao final do 5º ano. Os problemas detectados nessa avaliação dificilmente são sanáveis àquela altura. Quanto mais cedo os alunos forem avaliados, maiores serão as chances de terem garantidos os seus direitos de aprendizagem", diz Ana Paula, referindo-se à Prova Brasil aplicada no 5o ano.

Com a ANA, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) passa a ser composto pela Avaliação Nacional de Rendimento Escolar (Anresc ou Prova Brasil), pela Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) e pela ANA. A nova avaliação foi decretada em junho, em duas portarias (do Ministério da Educação e do Inep) publicadas no Diário Oficial da União. A avaliação vai testar conhecimentos em leitura, escrita e matemática e será aplicada de maneira censitária para as turmas regulares e de forma amostral para turmas multisseriadas. A matriz de referência da ANA, segundo o Inep, será disponibilizada em breve, mas o Instituto informou que não há data definida para isso.

Para avaliar a alfabetização nos primeiros anos do ensino fundamental, o Saeb já contava com a Provinha Brasil, uma avaliação diagnóstica aplicada em duas etapas (no início e no fim do ano letivo) para os alunos do 2o ano. Segundo o Inep, a prova não sofrerá alterações. De acordo com o órgão, a ANA foi criada para "avaliar a qualidade, a equidade e a eficiência" do ciclo de alfabetização das redes públicas. Já a Provinha Brasil é um instrumento disponibilizado para o professor, com caráter diagnóstico de sua turma.

Integrada ao Saeb e aplicada desde 2008 para os alunos do 2o ano, a Provinha Brasil parece dividir opiniões. Para o professor Luiz Carlos de Freitas, da Unicamp, a avaliação foi eficiente em evitar o ranqueamento e a pressão sobre o docente. "A prova vai direto ao pedagógico, ao diagnóstico, provendo o professor de informações sobre seus estudantes", diz. Já a pesquisadora da coordenação geral de estudos educacionais da Fundação Joaquim Nabuco, Patrícia Simões, acredita que, para o professor, a avaliação externa nem sempre é considerada melhor do que aquela desenvolvida no processo de ensino. "Os professores não utilizam os resultados das avaliações para repensar suas práticas pedagógicas. As provas são aplicadas como uma atividade obrigatória que deve ser cumprida por ser uma demanda do MEC, ou das secretarias estaduais ou municipais de educação", avalia Patrícia.

O que avaliar 
Um dos maiores desafios no caso da avaliação nessa etapa é como medir o processo de alfabetização. Como os alunos aprendem em ritmos diferentes corre-se o risco de fazer a medição na prova em um momento em que o processo do aprendizado não está concluído. "A avaliação já é feita com a Provinha Brasil em dois momentos do 2o ano e, agora, com a ANA no 3o ano de escolaridade. Com isso, que tipo de mensagem é passada para a escola? 'Professores, vocês têm de se preparar para o teste porque é ele que vai dizer se a criança está alfabetizada ou não'", diz João Luiz Horta Neto, do Inep.

Outra questão a ser considerada é qual será o conceito norteador da avaliação das habilidades de leitura e escrita. "Diferentes definições levam a diferentes indicadores, diferentes matrizes e diferentes itens nos instrumentos de avaliação", diz Patrícia Simões. Alguns testes avaliam competências associadas a elementos importantes da alfabetização, como habilidades consideradas periféricas à leitura.

A falta de informação sobre as matrizes de referência da ANA gera incertezas sobre qual conceito prevalecerá. Patrícia lembra que em documentos do MEC, como os Parâmetros Curriculares Nacionais e os cadernos de orientação dos avaliadores da Provinha Brasil, são utilizados os termos "alfabetização" e "letramento". "Mas, ao se analisar o instrumento da Provinha Brasil observa-se uma ênfase na avaliação de habilidades de domínio do código escrito", diz Patrícia. "Como consequência, a proposta de classificação dos níveis de desenvolvimento da linguagem escrita apresentada para a Provinha Brasil parece confusa. Priorizam a avaliação das habilidades de decodificação e identificação de letras, sílabas e palavras em detrimento do conhecimento de gêneros textuais e funções da linguagem escrita", completa.

Como usar os resultados Para Gisele Carvalho, pedagoga e mestra em educação na área de Avaliação e Políticas Públicas pela Universidade Federal de São João del-Rei (MG), o potencial de informação que avaliações em larga escala produzem é muito importante para auxiliar governos, escolas e professores a planejarem suas ações. "Tais informações permitem identificar necessidades de aprendizagem e de investimentos diversos. Os efeitos desse tipo de avaliação são múltiplos, embora dependam não só dos usos pedagógicos, mas também dos usos políticos dos resultados e informações coletados", diz. "Cabe às escolas aplicá-la, corrigi-la e utilizar pedagogicamente os resultados - este último, julgo ainda, é um desafio", completa.

Segundo Ana Paula Ribeiro, o modelo de avaliações em larga escala com aplicações censitárias leva os resultados a ser socializados mais rapidamente e de forma mais inteligível aos professores e gestores. "Assim, a comunicação é mais efetiva e o uso dos resultados é orientado para a dimensão pedagógica, o que é um importante diferencial em relação aos modelos amostrais", afirma.

Os primeiros instrumentos de avaliação da alfabetização no Brasil são do final dos anos 1980, lembra João Luiz Horta Neto, pesquisador do Inep. As primeiras aplicações de pesquisas no âmbito nacional, desenvolvidas pela Fundação Carlos Chagas, foram em 1988. Segundo Horta, a preocupação naquela época era identificar se estava acontecendo algum problema na alfabetização e, caso estivesse ocorrendo, verificar como o sistema educacional poderia atuar junto à formação de professores - tanto na inicial quanto na continuada. "As avaliações não tinham por objetivo classificar escola ou premiar professor, e também não se comentava que havia uma idade certa para a criança estar alfabetizada. Hoje a ênfase é totalmente diferente", diz.

Para Sandra Zákia Sousa, professora da Faculdade de Educação da USP, a iniciativa de criar a ANA faz parte da crença de que provas externas e em larga escala têm potencial de ser um meio indutor de qualidade do ensino e da aprendizagem. "Além de não ser possível fazer essa associação direta - haja vista os persistentes dados de fracasso escolar, apesar da instituição do Saeb há mais de duas décadas - vale comentar possíveis desserviços desta iniciativa nos anos iniciais da escolarização", afirma. Sandra tem divulgado em seus trabalhos que a concepção de avaliação cujo foco seja o desempenho em testes desloca a discussão, indesejadamente, da qualidade do ensino do âmbito político e público para o âmbito técnico e individual. "Isso tende a ativar mecanismos que estimulam a competição entre escolas e redes de ensino", aponta.

Fonte: Revista Educação

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO O SEU FILHO CRESCER?

Não há como negar que a maternidade transforma uma mulher. O “eu” passa a ser “nós” para todo o sempre. Claro, há aquelas que conseguem fazer desta condição algo reversível. Mas, arrisco a dizer que a maioria não.

Antes de a criança nascer, todas as atenções são voltadas para a mãe. Perguntas, palpites, mexem e beijam a barriga sem cerimônia. Mas, logo na maternidade há um rompimento brusco. As pessoas já entram no quarto querendo ver o bebê, segurá-lo, presenteá-lo. De protagonistas passam a... a... a... mãe daquela criança. Num segundo perdem a identidade, mas nem percebem ou ligam. Aquele pequeno ser é tão envolvente e dependente que a simbiose se instala. Mas logo eles crescem um pouco e a situação fica mais explícita. Seja no médico, na escola, na casa do amigo, no clube, onde quer que seja, o nome da mãe não é mais citado. Passam a ser a mãe de. Mas também pouco importa, afinal o filho é tudo. E logo crescem mais um pouco, um pouco mais e começam a voar. “E agora”, pergunta a mãe. “Ontem ele era carente de mim. Hoje sou carente dele. Sinto falta de quando eu era o seu mundo!”, mas o mundo é bem maior que a mãe.

E então, muitas reclamam com os filhos ou dos filhos por terem aberto mão de suas vidas, de seu nome, adaptado a sua profissão. Muitas clamam por reconhecimento e amor. Mas parece ser em vão, pois não se reconhece ou se admira por decreto, por obrigação. E, pela própria carência, responsabiliza o filho por sua felicidade e valorização.

Nesta fase, muitos casais se separam. Muitas mães adoecem. Os filhos não precisam mais delas. Outras tantas impedem-lhes o crescimento para tê-los embaixo das asas para todo o sempre. Mas uma hora há que se encarar a situação. O fato é que, consciente ou inconscientemente, tendemos a abrir mão de nossas vidas. E a doação pode ser tamanha que podemos nos surpreender ao descobrir que já não sabemos mais quem somos. Perdemos o chão, perdemos nós mesmas.

Então, antes que o seu filho cresça atente-se:

1 - Reconheça a situação e prepare-se psicologicamente. Quase todas as mães repetem sem parcimônia: “Educo meu filho para o mundo!”. Mas quando este mundo chega esta frase vira uma indigesta teoria.
2 - Não deixe que sua vida gire em torno da criança. Você já existia antes dela. Saiba também priorizar-se sem medo e sem culpa. Ser mãe é um de nossos papéis e não o único.
3 - Não abra mão do marido em prol da criança. Sem perceber, ela rouba espaço e tempo da família. Chama a atenção, não deixa os pais conversarem, rouba a cena, modifica a rotina. E em pouco tempo não se conhece mais com quem se dorme.
4 - Valorize o seu crescimento e o do seu filho também. Prepare-o e se orgulhe dos seus ensaios de voos que vão cada dia mais longe do seu olhar. E, não pise em suas asas. É bom voar.
5 - Busque diariamente o seu ser. Isso ajudará na formação da identidade do seu filho, além de favorecer que ele te valorize, ame e respeite. Não se abandone. Seu filho irá crescer.

Fonte: http://bit.ly/18D7U8V

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM AUTISMO


O Jornal da Educação produziu uma matéria que fala sobre a inclusão de crianças com autismo e um projeto de lei que propõe aulas de música, artes plasticas e artes cênicas no Ensino Fundamental. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

DIFERENÇAS : COMO LIDAR COM ELAS EM SALA DE AULA?

 Que as diferenças existem todos nós sabemos, assim como o fato de que elas ajudam a nos definir dentro de um grupo. Mas fazer da diferença motivo para discriminar (no pior sentido da palavra) ou fazer dela sinônimo de desigualdade, talvez seja um dos maiores erros da humanidade. E não adianta tentar justificar dizendo que até no dicionário as palavras diferente e desigual são sinônimas, porque a questão está no que o uso da palavra carrega: atitudes repletas de preconceito e exclusão são alguns dos exemplos.
No fórum Discutindo perguntamos: “Quem tem interesse em transformar as pessoas de diferentes em desiguais? ” E, para refletir sobre como os professores lidam com as diferenças em sala de aula, consultamos algumas especialistas em educação inclusiva para falar a respeito.
Se pensarmos que vivemos em um país que tem um dos maiores níveis de desigualdade social do mundo, “nos conscientizamos de que já evidenciamos uma realidade em que o diferente é enfaticamente considerado desigual. Portanto, é mais que necessário que repensemos nossas ações e até que ponto estamos valorizando os diferentes” é o que aconselha Sonia do Nascimento Santos.
Diferentes todos nós somos (e viva a diversidade!); mesmo assim, não deixamos de julgar e ultrapassar a individualidade dos outros. É aí, então, que a diferença passa a ser considerada negativa. Mas, na opinião de muitos, diferenças e semelhanças podem ser trabalhadas desde cedo, seja em casa, seja na escola. “A minha luta é essa. Gostaria que todas as pessoas, independente da cor, raça, sexo, pudessem ser vistas como seres humanos. Acho que temos que trabalhar em sala de aula para que isso se torne realidade. Os profissionais da educação devem estar preparados para dar sua contribuição para o desenvolvimento da humanidade”, diz Dearlinda Mendes de Souza.
E, apesar de as definições de diferente e desigual serem semelhantes no papel, é importante enfatizar as distinções entre elas – o que pouco se vê na prática. Oswaldo Oliveira destaca como boa parte da sociedade lida com diferenças e desigualdades: “ser diferente merece tratamento diferente; e pior, ser desigual significa ser inferior. Um homem é diferente de uma mulher, mas ele não é pior nem melhor – nem ela. Ser desigual significa que existe desnível entre os dois, o que não é verdade. Os alunos são diferentes, merecem atenção diferente, mas não são melhores ou piores uns que os outros”.
Contudo, quem pensa no diferente de maneira preconceituosa? Ao analisar com mais rigor o perfil de nossa sociedade, poderíamos dizer que a maioria de nós pensa e age dessa forma, não apenas a classe dominante (como diria boa parte das pessoas). “Convém salientar que essa classe dominante está muito mais próxima de nós. Acatamos e difundimos uma cultura, um hábito de desvalorizar o que não está em nossos padrões. Nós tornamos desigual a diferença. Nós, enquanto sociedade, desvalorizamos os diferentes; estes, por sua vez, aceitam o papel que lhes é imposto. Não se muda a sociedade sem antes mudar seus indivíduos. Olhemos para trás: nossa herança histórica nos mostra muito do por que sermos tão desiguais”, lembra Evandro Francisco Marques Vargas.
Voltando a falar do papel da escola e colocando-a como uma das maiores influências na construção do ser humano, destacamos o que disse Ivete Silva: “a questão não é transformar os diferentes em desiguais, e sim colocar profissionais preparados para trabalhar. O que nós vemos na escola são crianças que precisam de acompanhamento e não têm. Elas praticamente são deixadas de lado porque não conseguem acompanhar a turma, e esta precisa avançar”.

Aprendendo com as diferenças

Mas como é possível adaptar um ambiente de estudo ao aluno com necessidades especiais e ainda fazer disso um aprendizado para os outros? “Quando um aluno com deficiência convive com outros sem deficiência, os primeiros estimulam que os demais vivenciem novos valores humanos nas relações sociais. Quando uma turma tem alunos com altas habilidades, estes tendem a estimular a curiosidade dos demais. Para que isso ocorra, é preciso que toda a equipe pedagógica esteja atenta para valorizar cada uma das situações de aprendizagem. O que deve ser destacado é o que há de positivo em cada relação interpessoal. Dificuldades sempre existem quando não conhecemos, e educação é processo de construção de conhecimento”, afirma Cristina Delou, psicóloga, professora associada da Faculdade de Educação da UFF e responsável pela área de Educação Especial e Inclusiva da Fundação Cecierj.
Dificuldades todos têm. “Mesmo a criança considerada normal tem dificuldades várias, que devem ser trabalhadas. Além disso, todos têm o que aprender e o que ensinar, e todos ganham com a convivência”, diz a professora e psicóloga Giuseppa Maria Luiza Scrza, diretora da Associação Iluminare, que apoia crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizagem e oferece cursos para profissionais interessados em trabalhar com esse público. Assim, o aprender com as diferenças pode se estender para a vida fora da sala de aula. “A diversidade possibilita uma visão mais plural do mundo social. O trabalho deve estar na direção de um convívio saudável em qualquer grupo: o exercício da tolerância, da cooperação, do respeito mútuo e da busca de avanços na aprendizagem”, completa Cibele Fernandes, psicóloga escolar e neuropsicóloga.

Eliminando a discriminação em sala de aula

Nem sempre esse convívio é tão fácil e livre de pré-conceitos. É importante lembrar que “a discriminação dentro da escola existe não só em relação ao estudante com necessidades especiais, mas também em relação a negros, pessoas fora da faixa etária para a série cursada, alunos com dificuldade de aprendizagem e homossexuais, entre outros; todos que não são maioria sofrem discriminação, que, em algumas vezes, é clara e, em outras, disfarçada. Na maioria das vezes, o que conta é simplesmente o fato de serem diferentes da maioria”, diz Adriana Oliveira Bernardes, professora da rede estadual, mestre e doutoranda em Ciências Naturais pela UENF e colaboradora da revista Educação Pública.
E como o educador deve agir em sala de aula? “Ele deve trabalhar a discriminação de maneira geral; como esta discriminação é originada nas diferenças, é necessário mostrar que diferenças são normais nos indivíduos da nossa sociedade”, complementa Adriana
Na opinião de Cristina Delou, “o educador deve dialogar com toda a turma sobre a diversidade humana, a importância de cada pessoa em nossas vidas, o que elas nos ensinam e o que nós podemos ensinar a elas”. Para Cibele, “é preciso partir de si mesmo. Perceber seus preconceitos e dificuldades com o diferente. Pensar, estudar e refletir. Só depois se pode, com a comunidade envolvida no processo educacional daquele grupo, traçar estratégias para a convivência social participativa, responsável e cooperativa”.
Há educadores que defendem a ideia de que o estudante diferente deve ser tratado como igual, “até porque a deficiência traz algumas limitações, mas não impede o indivíduo de viver como qualquer outro. Do ponto de vista de recursos a serem utilizados em sala de aula (como material inclusivo), os professores devem adequá-los para que tanto o aluno que chamamos normal quanto aquele que possui deficiência possa utilizá-lo”. É o que avalia Adriana.
Além disso, vale destacar a singularidade e as necessidades educacionais de cada indivíduo. Por exemplo: “o aluno cego tem especificidades que o aluno vidente não tem. Se a bola da aula de Educação Física não tiver guizo dentro, os alunos cegos não poderão jogar futebol; se a bola for apropriada, todos poderão participar do time”, conta Cristina. Então, “não se trata de igualdade, mas de equidade. Cada um deve ser atendido nas suas necessidades específicas e ser membro de um grupo que tem suas regras de convívio e de trabalho”, conclui Cibele.

O que seria uma escola inclusiva ideal?

Educação ideal é aquela que atende a todos e, numa época em que muito se fala em inclusão, vai se concretizando a educação inclusiva, que entende e trabalha a diversidade dos alunos. É importante falar que “uma escola inclusiva não é aquela que apenas aceita toda diversidade de alunos, mas sim aquela que, recebendo esses alunos, encontra soluções para que eles participem do processo educativo de forma plena, desenvolvendo todo o seu potencial”, explica Adriana.
E o que seria uma escola inclusiva ideal? Para Cibele, “é a que trabalha com a diversidade, tendo clareza de suas limitações e possibilidades reais de trabalho com as diferentes dificuldades na aprendizagem, tanto no que diz respeito à competência profissional como quanto à infraestrutura. Seria fundamental também estudo (grupo de estudos e discussão de casos) e atualização permanente do grupo de profissionais. Há muitos avanços em relação aos conhecimentos sobre os diferentes transtornos que podem prejudicar o processo de aprendizagem e a escolaridade. Os educadores precisam se apropriar desses conhecimentos que outras áreas trazem para a Pedagogia, a fim de não ficar no achismo”.
Pensando na nossa realidade, o que podemos ter como mais próximo do ideal de escola inclusiva? O que temos de fato? Cibele complementa: “ainda estamos no começo de um processo de conhecimento do que é de fato o trabalho pedagógico com as diferenças. Acredito que haja experiências isoladas mais organizadas nesse sentido, porém ainda há pouca troca. Em maio deste ano, o Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro realizou um seminário sobre dificuldades na aprendizagem e no comportamento, com várias palestras e uma publicação. Creio que iniciativas como essa são importantíssimas e  deveriam ser mais frequentes”. 

O que é preciso para ser um profissional da educação inclusiva

Relembrando a importância de um profissional bem preparado, Cristina Delou orienta: “o educador deve ser uma pessoa que busca na formação continuada seu crescimento profissional. A partir da autocrítica em relação ao que lhe falta para garantir que todos os alunos tenham acesso aos saberes escolares, o educador precisa buscar, em cursos de capacitação e pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado), a formação necessária para o exercício profissional com alunos especiais. Contudo, os saberes escolares ainda não foram instituídos, porque a sociedade brasileira não é inclusiva como um todo; logo, não possui história e nem cultura de formação de professores voltada para a educação inclusiva. Sozinho, mesmo o educador bem intencionado pode muito pouco. Ele precisa de universidades que pesquisem novas tecnologias e metodologias de ensino e que ofereçam cursos de Libras (para alunos surdos), Braile, sorobã, orientação e mobilidade (para os cegos), Libras tátil e tadoma (para os surdo-cegos), comunicação ampliada e alternativa (para aqueles com deficiência física), programa de enriquecimento escolar e  aceleração de estudos (para os que têm altas habilidades/superdotação), tecnologias da informação e da comunicação, adaptações curriculares, plano individual de ensino, atendimento educacional especializado (para todos) e terminalidade específica (para alunos com deficiências graves e múltiplas), entre outros. Os educadores precisam de gestores educacionais preocupados com essa formação e que apontem as demandas de seus alunos”.

E o que dizer a quem exclui a inclusão? 

Ainda encontramos muitos profissionais que não entendem a inclusão como uma necessidade e “ordem natural” da educação. Que conselhos dar a um profissional que ainda exclui a inclusão da sua metodologia de ensino? “Vivemos hoje em um novo paradigma e temos que nos adequar a esses novos ares. O salário não nos permite reciclar, nem mesmo existem ações governamentais que nos incentivem a participar de programas de capacitação. Entretanto, o papel do professor no processo inclusivo é fundamental, e, apesar de não depender apenas dele para que as escolas se tornem inclusivas, o papel que ele exerce é muito importante, principalmente se puder entender a importância de um professor pesquisador dentro da escola e se tornar este profissional, exercendo sua prática a partir da reflexão e de acordo com a realidade da escola”, diz Adriana. Além disso, na opinião de Cristina, é preciso ter “consciência de que a negação de tudo que os alunos especiais precisam expressa a negligência com que eles vêm sendo tratados na escola, contribuindo para o aumento da violência social. Não se faz educação inclusiva sem formação continuada”.

Políticas de inclusão hoje e amanhã

Segundo Cristina, “hoje, as  políticas de inclusão ratificam que a educação é direito humano e que todos devem ter acesso aos níveis mais elevados de ensino, de acordo com as capacidades de cada um. Segundo a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, os alunos sujeitos à inclusão são os alunos com deficiências (intelectual, visual, auditiva, surdo-cegueira, física e múltiplas), transtornos globais do desenvolvimento (casos do espectro do autismo e transtornos psicóticos, entre outros) e altas habilidades/superdotação”.
Para Adriana, “nós não temos escolas realmente inclusivas; as escolas que temos não lidam bem sequer com a dificuldade de aprendizagem de alunos considerados normais, não existe um plano de ação para ele, ele não é uma preocupação para a escola no que concerne a seu aprendizado. O que a escola faz é colocar nele próprio toda a culpa de seu fracasso. Logo, esse aluno também é excluído. A escola inclusiva deve oferecer oportunidades para esse tipo de aluno”. Ela ressalta que a inclusão depende do esforço coletivo de escola, professores, funcionários, alunos e pais de alunos.
Quais são as perspectivas para o futuro próximo da educação inclusiva? “As políticas de inclusão
no Brasil são datadas e têm como base a legislação. Elas tiveram início com a Constituição de 1988, que no seu artigo 208 garantiu o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. Depois, vieram a Declaração de Jomtien (1990), a de Salamanca (1994) e a LDB (1996). Desde então, os documentos vêm regulamentando e normatizando as práticas a serem implantadas pelos sistemas de ensino, escolas e formação de professores. Logo, concluo que é um processo de construção de uma nova sociedade. É a possibilidade de, no futuro, o Brasil contar com uma sociedade mais tolerante em relação às diferenças. É a certeza de que as pessoas historicamente excluídas poderão contar com a escola para a construção de sua cidadania”, conclui Cristina.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O PODER DE COMUNICAÇÃO ENTRE PAIS E FILHOS



 Você se comunica com seu filho o tempo todo, não apenas por meio da fala como também através de gestos, carinhos, atitudes e olhares.

Apesar da grande quantidade de informação disponível. Exercer a função de pai e mãe ainda continua sendo um grande desafio para todos.   A grande preocupação dos pais é que seus filhos sejam emocionalmente saudáveis, felizes e capazes de enfrentar os desafios da vida.


Antes de tudo é necessário que os pais tenham maturidade emocional. Estejam comprometidos com o filho desde a gestação e tenham disponibilidade de tempo e afeto. Estes questionamentos devem estar claros desde o inicio. Outro fator de primordial importância é a comunicação, que deve ser estabelecida entre pais e a criança desde cedo.   
A comunicação é o fator preponderante para a realização da interrelação entre pessoas de qualquer grupo social e não é realizada somente através da linguagem verbal.   Segundo Françoise Dolto (no livro Tudo é linguagem da Editora Martins Fonte) existem diferentes formas de linguagem, tais como: verbal, visual, olfativa, rítmica, gestual, linguagem da cumplicidade, linguagem da alegria, linguagem do sofrimento e de relações intrapsíquicas.
É através das diferentes formas de comunicação que o afeto é transmitido dos pais aos filhos. 
 É também através desta comunicação que os vínculos afetivos são estabelecidos.    Por isso a necessidade do estabelecimento da comunicação desde muito cedo com a criança, desde o ventre materno, para que logo a criança possa fazer o reconhecimento da voz do pai e da mãe.   
O que dizer aos filhos? Mentir vale a pena?                                 

Às vezes os pais pensam: "Eu não vou dizer tal coisa ao meu filho porque ele ainda não entende". Puro engano! As crianças são inteligentes e entendem logo cedo - e muito bem! O que os pais querem dizer. Por isso  por isso também é necessário tomar bastante cuidado com o que se fala ou como se age diante de uma criança.
Há muitos assuntos dos quais os pais ela não deve mesmo participar, assuntos que podem gerar angústia, por exemplo: Falar da sexualidade do adulto, caluniar pessoas, fazer fofocas, mentir, fazer apologia a drogas, álcool ou cigarros, brigas do casal, acusações, agressões físicas ou verbais,etc.
ou tro assunto importantíssimo refere-se ao segredo na família. Seguem alguns exemplos de situações em que alguns fatos são escondidos ou distorcidos pela família:

 - Quando pais adotam uma criança e não comentam com o filho adotado a respeito de sua adoção;
 - Quando o pai ou a mãe abandonaram seus filhos em função da separação do casal, muitas famílias dizem à criança que eles morreram;
 - Quando diante da morte real de pais ou irmãos a família esconde fotos ,objetos pessoais e ninguém fala mais nada a respeito, a criança acaba sentindo um vazio muito  grande, porque o luto não pode ser elaborado;
 - Quando pais e familiares agem como se um parente falecido ainda estivesse vivo, deixando um lugar à mesa ou dizendo que ele foi fazer uma viagem e logo volta, etc.

Certas questões não são ditas,mas de alguma forma, são passadas para a criança de forma inconsciente. Então a criança tem uma percepção da realidade, mas ela não acredita nesta percepção porque a verdade não é validada pelos adultos. Este é um fator patogênico, isto é, a criança acaba tornando-se insegura, não confinado nos adultos que cuidam dela, porque estes adultos não dizem a verdade.  Todas estas situações acima citadas são geradoras de problemas emocionais que mais tarde merecerão cuidados de profisisonal especializado.


















sexta-feira, 21 de junho de 2013

COLÔNIA DE FÉRIAS UMA ÓTIMA OPÇÃO PARA OS PAIS E SEUS FILHOS!!!




Ficar de férias é o momento de não ir à escola e ficar em casa, certo? Nem sempre! Principalmente quando os pais estão trabalhando, as colônias de férias tornam-se uma boa opção para as crianças. Melhor que ficar em casa, com poucas oportunidades para se divertir, é ter a chance de interagir com outras crianças e participar de atividades bem diferentes das realizadas na rotina escolar, como passeios, oficinas, gincanas e jogos. Como essas atividades são monitoradas por profissionais, um dos principais ganhos é potencializar esse momento, aliando diversão, lazer e conhecimento. 
Desse modo, é importante que os pais busquem informações sobre os locais antes de fazer a opção. De acordo com a coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade de Fortaleza (Unifor), Xênia Diógenes Benfatti, na colônia de férias, devem existir muitos espaços livres, para a ciança se movimentar. "Grande parte das crianças vive em espaços reduzidos. Elas precisam de espaços livres, em contato com a natureza, onde elas tenham atividades das quais elas normalmente não desfrutam no seu dia-a-dia", afirma. 
Segundo ela, a colônia de férias tem de fugir do padrão formal de educação escolar, da rotina da criança. "Ela já passou quatro meses na escola. Durante as férias, ela precisa ter opções diferentes", enfatiza. Outra dica é checar as condições de segurança e a formação dos profissionais que vão acompanhar os pequenos. Conforme ela explica, profissionais de pedagogia, educação física e terapia ocupacional são pessoas preparadas para o desenvolvimento desse trabalho. 
Já a educadora física Evanice Avelino de Sousa aponta que esses locais devem contemplar atividades culturais, como teatro, cinema e passeios, e atividade física, "pois as crianças precisam se exercitar". Ela coordenadora o projeto "Atividade física na infância: um início para vida saudável", que promove uma colônia de férias no Campus do Pici, na Universidade Federal do Ceará (UFC), com enfoque em crianças que estão com excesso de peso. Nesse período, as crianças acabam exagerando na ingestão de alimentos calóricos e gordurosos. 
Os benefícios da colônia de férias são muitos. De acordo com Evanice, um deles é a socialização, proporcionada pelo contato com outras crianças. Ela afirma que a colônia de férias acaba integrando crianças de diferentes condições sociais, proporcionando aprendizado e ensinando novas brincadeiras. Além disso, Xênia destaca que, na colônia de férias, as crianças têm chance de ter o tempo melhor aproveitado. "Se o período de contato dela com jogos eletrônicos, computador e com a própria televisão vai se exceder, a colônia de férias é uma boa opção. É melhor para a família que essa criança seja assistida em contato com outras crianças", argumenta Xênia. 
E MAIS 
Segundo a coordenadora do curso de Pedagogia da Unifor, Xênia Diógenes Benfatti, "às vezes, os pais estão de férias e as crianças estão na colônia. É importante fazer uma avaliação. Os pais podem desenvolver uma atividade com a criança. Os pais devem ficar com o filho e fortalecer esse vínculo afetivo". 
Além disso, ela enfatiza que a colônia de férias tem a missão de divertir os pequenos. "A rotina da criança é marcada pelo excesso de compromissos. A colônia de férias não pode se mais um. Ela tem de ter maior liberdade quanto à organização do seu dia", destaca.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS NA INFÂNCIA.

O termo psicossomático deriva dos termos psique (=mente) e soma (=corpo) e expressa a unidade corpo-
mente. Os sintomas dessas doenças são a expressão física de uma dor emocional. As doenças psicossomáticas, inclusive na infância, são caracterizadas por uma desorganização somática, isto é, uma desordem física causada por fatores psicológicos.
A instalação das doenças psicossomáticas nos bebês e nas crianças coincide com as fases de desenvolvimento biológico e psicológico, prejudicando dessa forma seu estado físico e psíquico. As questões psicológicas da dinâmica familiar durante o desenvolvimento infantil contribuem de forma decisiva na formação dos sintomas dessas doenças. No meio em que a criança está inserida (pais, avós, babá, escola, etc) existem agentes causadores de tensões e a criança acaba por desenvolver doenças psicossomáticas, pois a infância é o período em que os fatores estressantes agem mais intensamente sob a criança e esta, por sua vez, ainda não tem recursos psicológicos suficientes para lidar com eles.

O bebê ou a criança, sendo incapaz de resolver seus conflitos internos, tende a apresentar descargas nervosas através do sistema nervoso. Algumas doenças psicossomáticas infantis são: asma, bronquite, problemas de pele, alergias, dores de cabeça, distúrbios de visão e digestivos, etc.
É importante lembrar que, apesar da enfermidade ser emocional, o paciente precisará de tratamento médico, acompanhado de psicoterapia para tratar a causa da doença e não o sintoma.


Referência: http://julianamachado.webnode.pt/news/psicossomatica%20e%20a%20crian%C3%A7a/

sexta-feira, 3 de maio de 2013

OS BENEFÍCIOS DO BALLET PARA O CORPO E PARA A VIDA!



A essência do ballet é atividade física, onde o corpo, mente e alma estão inteiramente conectados. Além da elasticidade, redesenha o físico e combate o envelhecimento. Trabalha-se toda a sua musculatura com graça e suavidade. Um corpo bem alongado de porte elegante, sem barriga e excesso de peso, pernas firmes, bumbum duro e andar suave, quem nunca almejou isso? A identificação de uma bailarina é facilmente perceptível, pois estas características permanecem para sempre.
Porém os benefícios de quem pratica o ballet vão além do aspecto físico, pois nas aulas os movimentos são sincronizados com a música, desenvolvendo assim a expressão corporal, mobilizando sentimentos, liberando tensões e estresse. O ballet exercita o corpo como um todo e faz maravilhas à alma promovendo bem estar e harmonia interior.
A sequência de exercícios promove o condicionamento físico, aumenta a capacidade cardio-respiratória, dando firmeza e precisão aos movimentos. Uma pesquisa britânica constatou que o ballet clássico traz mais benefícios do que até então a imbatível natação.
O estudo analisou fatores como força, flexibilidade e equilíbrio corporal e constatou que a dança é superior ao esporte aquático. Os bailarinos se mostraram mais fortes do que os nadadores com melhores resultados em testes de flexibilidade e equilíbrio. Até no quesito porcentagem de gordura corporal eles se saíram melhores do que os nadadores.
O ballet, além de ser uma atividade física completa, desenvolve o gosto pela música, permite que os bailarinos se expressem artisticamente, estimula a imaginação, ensina disciplina pessoal e respeito mútuo, o que vai refletir no comportamento com os pais e em outros aspectos de suas vidas futuras. Foi comprovado que esta modalidade atua no âmbito psicológico do aluno favorecendo a socialização, a quebra de bloqueios e melhorias de determinadas doenças, sendo considerada atualmente uma grande aliada à formação educacional das crianças e jovens.
Já na vida familiar, os pais terão a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento das habilidades de seus filhos, o que será uma experiência muito agradável, podendo compartilhar com eles a conquista de seus objetivos, além de presenciar o seu crescimento com auto confiança, auto estima e maturidade. 
Embora o ballet clássico continue sendo a base técnica de todas as danças e permaneça como arte tradicional em todo o mundo, já é reconhecida como atividade física que pode ser praticada não só por crianças e adolescentes, mas também por adultos de qualquer idade. Para aqueles que queiram experimentar o prazer desta arte, estas características podem ser encontradas na Escola leão marinho, todas as segundas e quartas-feiras as 13h. A modalidade é somente para alunos a partir dos 3 anos. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

10 DICAS DE COMO PREVENIR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM SEU FILHO NO INVERNO.

O inverno é a época do ano que as crianças mais sofrem com doenças respiratórias, mas é possível diminuir essas ocorrências com alguns cuidados simples.

No inverno, as doenças respiratórias afetam principalmente as crianças. Entretanto, com algumas dicas simples é possível evitar as doenças que se manifestam nesta época do ano, por causa das baixas temperaturas, o tempo seco e ao aumento da poluição na cidade. É o que explica o médico Juang Horng Jyh, professor do curso de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID).
O profissional alerta que o uso de antibióticos está contraindicado, a menos que haja alguma complicação bacteriana. “Se no terceiro dia da doença, o quadro se mantiver ou agravar com persistência de febre, recusa de alimentação, aparecimento de vômitos, cansaço para respirar ou diminuição da urina, é importante levar a criança imediatamente para uma avaliação com o pediatra”, esclarece Horng Jyh.
Menina doente com termômetro na boca segurando seu bichinho coelho de pelúcia - Thomas M Perkins / ShutterStock
Já bebês precisam de cuidados especiais. “Os menores de dois anos de idade são mais propensos a problemas respiratórios severos, pois suas defesas imunológicas ainda são fracas e a capacidade respiratória é baixa. Portanto, se tiverem febre ou aparentemente um simples resfriado, é preciso o encaminhamento ao especialista com urgência”, ressalta o médico.
Nesta época do ano também é necessário ter cuidado com os sintomas da bronquite, doença causada por vírus que atacam os brônquios e bronquíolos (pequenos canais dentro dos pulmões que levam o ar para as trocas de gases) levando ao inchaço na parede destes canais e gerando muitas secreções, o que causa grande dificuldade para respirar, com tosse, cansaço e chiadeira no peito.
Confira as dicas de prevenção:

  1. Não levar os filhos com resfriado para a escola ou creche, pois além do repouso necessário para a recuperação, será evitado que a criança transmita o vírus para as outras crianças;
  2. Evitar que pessoas com gripes ou resfriados fiquem em contato direto com os seus filhos pequenos, dentro da sua própria casa. Caso os pais ou irmãos maiores estejam com resfriado, é recomendado o uso de máscaras comuns (vendidas em farmácias) quando estão perto destas crianças, especialmente, se for um bebê;
  3. Evitar sair de casa com bebês com menos de quatro meses de idade para lugares com aglomerações de pessoas. Nessa idade, as defesas do organismo ainda não estão desenvolvidas, sendo muito mais propenso a contrair doenças com mais complicações;
  4. Manter a vacinação adequada e em dia;
  5. Fazer o aleitamento materno que, além de ser o alimento ideal para os bebês até o sexto mês de vida, transmite anticorpos da mãe que os protegerão de um grande número de doenças;
  6. Manter a casa e principalmente o quarto das crianças arejado e limpo. É importante não ter nada que possa acumular pó, pois os ácaros (grande causador de alergias respiratórias) costumam se fixar em objetos como bichinhos de pelúcia, tapetes, cortinas, protetor de berço, mosquiteiro, almofadas, caixas de brinquedos, entre outros;
  7. Manter os animais de estimação no quintal;
  8. Não fumar e não permitir que fumem dentro da sua casa, em nenhum cômodo, pois a fumaça de cigarros irrita as vias respiratórias;
  9. Consultar sempre um pediatra e procurar evitar de ir ao Pronto Socorro com o seu filho sem necessidade, pois neste local ele poderá ficar ao lado de outras crianças que podem estar com doenças contagiosas graves;
  10. Nesta época de clima mais seco, deve-se umidificar os ambientes nos quais o seu filho passa maior tempo, para amenizar possíveis irritações de pele e mucosas.
FONTE: http://guiadobebe.uol.com.br/criancas-10-dicas-de-como-prevenir-doencas-respiratorias-no-inverno/

sexta-feira, 22 de março de 2013

O IDEAL É EVITAR QUE SEU FILHO, EM QUALQUER IDADE, CONVIVA COM ESCADAS!!!!



 Na medida em que se tornam mais independentes, quando começam a engatinhar e a desenvolver a mobilidade, os pequenos passam também a ter de enfrentar mais perigos dentro de casa. Em moradias com dois ou mais pisos, correr riscos é rotina se a escada não for bem protegida e se o pequeno não for ensinado a subir e a descer corretamente. Deixar mais seguro o sobe-e-desce dos degraus é uma forma de cuidar do seu filho.
O ideal é evitar que o pequeno, em qualquer idade, conviva com a escada, pois eles podem causar quedas que acabam em hematomas, galos, fraturas e até lesões mais graves, como coágulos no cérebro. No entanto, de acordo com a pediatra Cynthia Regina Tangari Coelho, presidente do Comitê de Segurança Infantil da Sociedade Mineira de Pediatria, em casas com escada, a forma mais eficiente de prevenir acidentes é protegê-la com aparatos especiais.
É indicado que as escadas pisadas frequentemente pelos pequenos tenham corrimão e anteparos dos dois lados, que podem ser parede, grade ou rede. Se for grade, a distância entre as hastes deve ser de, no máximo, 10 centímetros. Caso esse espaço seja maior, o ideal é ainda instalar redes na lateral. Os degraus devem ter, no máximo, um palmo de altura, e o ideal é que haja grades no topo e embaixo da escada, para servir como cancelas. Usar um material antiderrapante também pode ajudar a evitar as quedas, mas, mesmo assim, mamães devem estar atentas para que os pequenos não andem só de meia dentro de casa.
Na rua, os cuidados devem ser redobrados. Dê a mão para o seu filho menor de três anos sempre que ele for subir ou descer. Curvas bruscas, como aquelas escadas em espiral, devem ser evitadas, assim como degraus em brinquedos com altura nas pracinhas que não tenham piso adequado para absorver o impacto. Na escada rolante, o pequeno deve estar sempre de pé ou no colo dos pais, e não pode pisar na faixa amarela.
Em caso de quedas nas escadas, os pais devem ajudar o pequeno a se levantar e verificar se não houve lesões, tirando a roupinha e conferindo se não há nenhum sangramento. Também é indicado testar o equilíbrio da criança, observando se caminha normalmente, e a fala. Se estiver tudo bem, é só observá-la durante as 24 horas seguintes ao acidente. Em caso de qualquer sinal anormal, os pais devem procurar o pediatra ou um pronto-socorro. "É melhor levar ao médico por excesso de zelo do que não tratar a lesão por omissão", indica a pediatra Cynthia.
A coordenadora das ações educativas da ONG Criança Segura, Lia Gonsales, sugere que a prevenção de acidentes nas escadas comece com a educação das crianças a subir e descer. Pais precisam ensinar os pequenos que eles devem andar devagar, sempre segurar no corrimão ou dar a mão para um adulto e evitar brincadeiras próximas aos degraus. O modelo de comportamento perto das escadas começa com os pais, que também devem respeitar as regras ensinadas aos pequenos para evitar acidentes.
Fonte:http://mulher.terra.com.br/vida-de-mae/apos-uma-queda-da-escada-teste-fala-e-equilibrio-da-crianca,4450b3b3095bc310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

sexta-feira, 15 de março de 2013

EDUCAÇÃO INFANTIL:VANTAGENS ATÉ PARA A ECONOMIA MUNDIAL.






 O mundo está em constante mudança com a revolução da informática e dos meios de comunicação. Estamos diante de um fenômeno de massificação e da falta de capacidade de pensar, fazer análises críticas e, consequentemente, diante de uma crise de valores.
As empresas sentem que, para continuarem competitivas no mercado, precisam de pessoas inteligentes (com racionalidade) e de caráter (com virtudes).
Para isso é preciso começar cedo: a sociedade deve investir na educação nos primeiros anos de vida das crianças.
Pesquisas e projetos de investimento na educação maternal e infantil em países como  Estados Unidos
e Chile revelaram que investir no desenvolvimento infantil gera grandes benefícios em todas as dimensões.
O período de 0 a 6 anos de idade é o de maior otimização e resultado pois 85% do desenvolvimento das capacidades intelectuais se dá até os 6 anos de idade. O mesmo ocorre no desenvolvimento do caráter, pois as crianças de 0 a 3 anos estão no período sensitivo dos hábitos bons da higiene, alimentação, sono e ordem e de 4 a 8 anos, da sinceridade, obediência, sociabilidade, constância e fé. Nesta fase pode ser promovida nas crianças a aquisição de hábitos bons antes que se arraiguem vícios. Uma eficaz prevenção contra drogas, por exemplo, começa nesta fase, onde são criadas as bases para o desenvolvimento da auto-estima, disciplina e força de vontade.

Nos Estados Unidos foi realizado um estudo científico: High/Scope Perry Preschool que identificou os benefícios de uma educação pré-escolar de alta qualidade. De uma amostra de 123 crianças afro-americanas pobres de 3 e 4 anos, 64 receberam uma educação infantil de qualidade: tinham que planejar, fazer e rever as suas próprias atividades, as professoras eram bem treinadas e assessoradas e havia envolvimento dos pais das crianças no processo educativo, por meio de visitas semanais a suas casas. O grupo das crianças foi acompanhado até os 40 anos de idade e comparado com o outro grupo de 59 crianças que não tiveram a mesma educação pré-escolar.
As conclusões foram impressionantes: um retorno de US$17,00 para cada US$1,00 investido na educação pré-escolar. Quase metade das crianças do projeto Perry atingiu a média nacional de notas aos 14 anos versus só 15% das crianças do outro grupo de controle. Também 60% das crianças que estudaram no projeto Perry, aos 40 anos ganhavam US$20.000,00 por ano, comparado a 40% do grupo de controle. As crianças também tiveram índices mais baixos de criminalidade e de uso de drogas.
No Chile, foi criado em 1982 o Programa “Conheça o Seu Filho”, uma iniciativa educacional projetada para focalizar mães e crianças carentes vivendo em áreas rurais. (Publicação Banco Mundial)
Líderes comunitárias habilitadas ajudam a treinar e formar as mães para educarem seus filhos, tanto na parte intelectual como formativa. Em 1994, o Ministério da Educação avaliou os resultados das mães e crianças que tinham participado do Programa, em comparação com um grupo de controle:

  • As crianças tiveram melhores resultados no desenvolvimento intelectual
  • Tinham melhor desenvolvimento e coordenação de linguagem
  • Melhores notas em matemática, leitura e escrita no ensino fundamental
  • As mães tinham uma melhor atitude e prática no cuidado de seus filhos e na estimulação intelectual: liam para seus filhos e facilitavam o acesso aos livros
  • As mães demonstraram uma maior auto-estima e capacidade de resolução dos problemas.
Em síntese, eram mães profissionais.
Portanto, se é verdade que a solução dos nossos atuais problemas e o futuro da nossa sociedade está na educação, não é menos verdade que o futuro da educação está nos aprendizados realizados nos primeiros anos de vida de nossas crianças.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

BULLYING E AS CRIANÇAS COM SOBREPESO

Bulling é um tema que repercute atualmente não apenas no cenário escolar, mas possui desdobramentos noutras instâncias da vida dos sujeitos.   Anna Carolina Lemos(2007) conceitua o bulling escolar, como "um conjunto de atitudes agressivas intensionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidenre, adotado por um ou mais alunos contra outros, causando angústia e sofrimento.   Insultos, intimidações, apelidos cruéis,gozações que magoam (...) " e para que este ocorra o fenômeno envolve o agressor, a vítima e os espectadores.   O distanciamento das situações vivenciadas na escola tem a possibilidade de serem resolvidas sem o conhecimento sobre tema?   Se o objetivo está em resolver as questões relacionadas ao bullyng, é preciso buscar formação que subsidia a escola e confia o alicerce necessário como a participação em palestras, wokshops, roda de conversa, grupo de estudos, congressos, simpósios, dentre outras capacitações.   O interesse na pesquisa deve estar presente, caso contrário, continuaremos com sua presença assustadora atingindo nossos alunos, o que pode provocar futuramente índices de evasão escolar.
Durante uma entrevista concedida a Revista Nova Escola, Eric Debarbiuex(2009) retrata alguns posicionamentos a respeito do tema e como ele o tem vivenciado na realidade escolar. Destacaram três perguntas: "É possível determeninar as causas desse problema? O professor, de modo geral, é um profissional preparado para lidar com a violência na escola? A solução está na gestão escolar? Como resposta o autor coloca que este fenômeno acontece em nossas escolas mediante fatores múltiplos e "um deles é o pessoal, ligado ao temperamento de cada um, mas também influenciado pela relação família e  meio social; o outro elemento é o ambiente que a escola tem formado.   Por exemplo, a estabilidade da equipe docente e a clareza das regras escolares são aspectos determinantes para que se alcance a proteção almejada."
Na luta ao combate e preservação é necessário estarmos capacitados para detectar o processo e trabalharmos em prol dos alunos vitimizados pelo bullyng.   Dedicamos este espaço a abordar o bullying relacionado ao sobrepeso, em especial para algumas abordagens com pares e colegas de áreas afins que com suas experiências contribuam com a concepção que a sociedade possui do bullying e nos mostra o cotidiano de seus consultórios e salas pedagógicas, realidades que presenciam e mostram aos sujeitos suas habilidades e limitações. Se o indivíduo, ao tomar consciência de suas especificidades, não trabalhá-las consigo mesmo, o caminho a ser percorrido é mais difícil, pois a aceitação deve partir em primeiro lugar da pessoa e o meio torna-se uma parte que facilita e proporciona mais vitalidade a ela. 
Quando o sujeito toma consciência do seu corpo, é possível que também permita isso aos outros. Cada um tem um tempo e um momento para aceitar tudo o que o mundo oferece; as compatibilidades, as diferenças e assim por diante.   O papel que a escola precisa desempenhar em relação ao bullying com as crianças em sobrepeso é o de amenizar qualquer distância que nospreza ou impossibilita o outro de mostrar o seu potencial.   No caso desses alunos, uma ferramenta que pode auxiliar no sistema educacional é a educação e/ou reeducação alimentar regrada da importância desde cedo de uma alimentação regrada, saudável que possa habilitá-los a uma vida menos sedentária e com uma probabilidade menor de problemas cardíacos, dentre outras complicações.   O importante é focar o aumento da longevidade de cada um. 
É certo que nesse processo deve haver a motivação intríseca (dentro para fora) e extrínseca(fora para dentro) do sujeito. No entanto, constata-se que os alunos que sofrem bullying apresentam quadros depressivos, autoestima baixa, desmotivação, dentre outros sintomas.   Por esses motivos, as pessoas e diretamente as com sobrepeso contam com o apoio da escola, da família, dos amigos e das equipes multidisciplinares  para que possam ser orientadas.   Essa mobilização talvez seja uma alternativa, assim como também proporcioná-los a participação em feiras culturais, exposições diálogo com outros colegas, visita em supermecados, restaurantes que tenham a presença de uma nutricionista e assim por diante. Este trabalho pode colaborar na ação dos colegas com aqueles que têm uma característica física diferente, o que não minimiza sua potencialidade enquanto aprendiz e futuros profissionais, ou seja, é possível evitar e aos poucos sanar as brincadeiras impróprias, os apelidos pejorativos, as agressões e a exclusão dos gurpos de amigos, dentro e fora da escola. Como mestre e pesquisadora da Educação entendo que é possível compreender que a escola precisa ser trabalhada e desenvolvida para que a tomada de consciência aconteça desde a equipe pedagógica, a administrativa e os discentes.   Na escola uma das providências que pode colaborar com a ausência do sobrepeso e com o bullying  direcionando a essas pessoas são as orientações nas lanchonetes oferecendo alimentos mais saudáveis, com teor calórico menos elevado e concomitantemente o desenvolvimento desse conteúdo em sala de aula com as crianças.   A família deve conhecer esse caminho e motivá-las a tomar essa atividade e trilhá-la como objetivo de vida.
A endocrinologista Luciana de S. Caminhada, baseada nos dados coletados durante a elaboração de sua dissertação de mestrado na Universidade Federal do RJ, ressalta a realidade dos tempos modernos, pela qual a prevalência das crinaças obesas faz com que essa condição tenha se tornado um problema de saúde pública prioritário - sabe-se que nos Estados Unidos 17% das crinaças de 2 a 19 anos são obesas. No grupo de adolescentes de adolescentes a obesidade triplicou nos ultimos 30 anos( passou de 5% para 18% nessa faixa etária). A causa é a diferença entre a quantidade de caloria consumida e utilizada para o crescimento, desenvolvimento, metabolismo e atividades fisicas. Os fatores associados são genéticos, comportamentos e ambientais: a obesidade é multifatorial na infância.   Pode-se contemplar que houve uma mudança na disponibilidade dos alimentos ricos em açucar e gordura e um aumento das porções consumidas.   Além disso, a falta de atividade física tem imortante papel na obesidade, pois as crianças estão passando mais tempo em atividades sedentárias como, por exemplo, televisão, vídeo game e computadores.
A obesidade infantil pode ter inúmeras conseguências, inclusive na vida adulta.   Os problemas de saúde não são apenas físicos, mas também psicológicos.   As crianças com sobrepeso têm uma imagem corporal negativa, que leva a uma baixa autoestima; sentem-se ansiosas em relação ao peso, discriminadas e estigmatizadas por colegas e adultos.   Isto tem  conseguência no comportamento, além de afetar negativamente seu progresso acadêmico e social.   Da mesma maneira, o tratamento deve ser multidisciplinar e incluir vários profissionais. É de extrema importância a intervenção na família e na escola, com planos que possam mediar o estilo de vida saudável.   A piscicóloga, pedagoga, supervisora escolar e mestranda em gerontologia, Juliana Batista Lima, explica que o bullying é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas mais retraídas, inseguras.   Essas características acabam fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, elas se sentem desamparadas e encontram dificuldades de aceitação.   São presas fáceis, submissas e vulneráveis aos valentões da escola( da onde decorrer o termo bullying, que não tem um correspondente em português.   Em inglês refere-se à atitude de um bully - valentão), e muitas vezes passam desapercebidas a quem realmente pode ajudar, pais e equipe  técnica.   No caso das crianças com sobrepeso está marcada em seu corpo a inadequação, assim como deficientes físicos, tornando cada vez mais dificil o rompimento desse ciclo de violência.
Nesta perspectiva podemos ter uma prévia de como essas crinaças chegam ao consultório, bastante sofreidas; e mesmo assim sabemos que a amior parte não chegará a um atendimento, em alguns casos nem ao reconheciemnto da situação, por isso a principal forma de lutar para eviatr o bullying é investir em prevenção e estimular a discussão aberta com todos os atores da cena escolar, incluindo pais e alunos. Orientar os pais para que possam ajudar, pois os mesmos devem estar sempre alerta para o problema, seja o filho vítima ou agressor, ambos precisam de ajuda e apoio piscicológico.   Em muitos casos é esquecida a prática de cuidar do agressor, este também pede por socorro.
É importante alertar as famílias quanto à ausência de limites, a tolerância excessiva dos pais, a falta dessa perante frustações, violência física ou emocional e a ausência de carinho - estes são fatores que porvocam comportamentos inadequados de agressividade, dentre eles o bullying.   Com isso, a adoção de programas preventivos continuados em escolas de Educação Infantil e de Ensino Fundamental tem mostrado ser uma das medidas efetivas na prevenção do consumo de álcool e drogas e na redução da violência social(bullying),assim como na escola.
Cristiane F. X. Teixeira, fisoterapeuta da Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPED),  traz suas contribuições para o tema conforme seus conhecimentos e práticas dentro do hospital: ela revela que o reconhecimento da família e seu envolvimento no processo de modificação do estilo de vida da criança, bem como o suporte da escola são de fundamental importância. è o conjunto de atividade física, alimentação correta, suporte familiar e psicológico que dão bases para se combater a obesidade infantil e o bullying.   A falta de informações e conscientização levam a erros de condutas e preconceitos, por esse motivo é importante que todos estejam envolvidos na identificação e combate ao bullying.

FONTE:  por Ana Regina Caminha Braga e couatoras: Cristiane Teixeira, Juliana Batista Lima, Lorena Faria Loureiro e Lucinda de S.Caminha.