terça-feira, 11 de março de 2014

O que é educação infantil, qual sua importância?

 A importância da educação infantil !

 O mundo todo desperta-se para a importância da educação infantil. Até pouco tempo atrás esse ensino era tido como de menor importância.

Hoje, sabemos que a estimulação precoce das crianças contribui e muito para o seu aprendizado futuro. Desenvolve suas capacidades motoras, afetivas e de relacionamento social. O contato das crianças com os educadores transforma-se em relações de aprendizado.

Uma outra concepção é o desenvolvimento da autonomia, considerando, no processo de aprendizagem, que a criança tem interesses e desejos próprios e que é um ser capaz de interferir no meio em que vive. Entender a função de brincar no processo educativo é conduzir a criança, ludicamente, para suas descobertas cognitivas, afetivas, de relação interpessoal, de inserção social. A brincadeira leva a criança ao conhecimento da língua oral, escrita, e da matemática.

Acompanhando a implantação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o Ministério da Educação (MEC), com o objetivo de assessorar as escolas, elaborou referenciais para um ensino de qualidade da educação básica, os chamados Parâmetros Curriculares Nacionais.

Os Parâmetros não têm caráter obrigatório e servem de orientação às escolas públicas e particulares. Os Parâmetros, assessorando a competência profissional, contribuem para a elaboração de currículos de melhor nível, mais ajustados à realidade do ensino.

Os “Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Infantil” propõem critérios curriculares para o aprendizado em creche e pré-escola. Buscam a uniformização da qualidade desse atendimento. Os Parâmetros indicam as capacidades a serem desenvolvidas pelas crianças: de ordem física, cognitiva, ética, estética, afetiva, de relação interpessoal, de inserção social e fornecem os campos de ação. Nesses campos são especificados o conhecimento de si e do outro, o brincar, o movimento, a língua oral e escrita, a matemática, as artes visuais, a música e o conhecimento do mundo, ressaltando a construção da cidadania.

O então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, ao se referir aos Parâmetros Curriculares do Ensino Fundamental, ponderou: “Passamos a oferecer a perspectiva de que as creches passem a ter um conteúdo educacional e deixem de ser meros depósitos de crianças. Em todo o mundo está havendo a preocupação de desenvolver a criança desde o seu nascimento”.

Dados de 1998, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 25% da população de zero a 6 anos frequentam creche ou pré-escola. São 5,5 milhões de crianças de um total de 21,3 milhões.

A educação infantil é definida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) como parte da educação básica, mas não da educação obrigatória. A lei define, também, nas disposições transitórias, a passagem das creches para o sistema educacional. O Ministério da Educação (MEC) determinou que, a partir de janeiro de 1999, todas as creches do País deveriam estar credenciadas nos sistemas educacionais.

Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, cabe aos sistemas municipais a responsabilidade maior por esses atendimento. A Constituição da República diz que “A educação é direito de todos e dever do Estado”. A emenda constitucional n.º 14/96 alterou dispositivos relativos à educação e estabeleceu que a educação infantil é atribuição prioritária dos municípios.

A educação infantil tem-se revelado primordial para uma aprendizagem efetiva. Ela socializa, desenvolve habilidades, melhora o desempenho escolar futuro, propiciando à criança resultados superiores ao chegar ao ensino fundamental.

A educação infantil é o verdadeiro alicerce da aprendizagem, aquela que deixa a criança pronta para aprender.

Fonte:izabelsadallagrispino

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Esteja Preparado para a Volta às Aulas!

Os Pais podem fazer a diferença quando resolvem ajudar seus filhos na busca por melhores resultados na escola.

* Aproveitando Melhor cada Minuto ao lado do eu filho.

- Observando com calma e boa vontade, você vai descobrir minutos antes ociosos, que valem ouro.

- Reserve um período específico de tempo em sua agenda a cada semana, para ficar com sua Criança. Durante este tempo dê total atenção e amor a ela.

- Use o tempo do trajeto até a escola, mesmo no carro, quando for o caso, para conversar com ela. Nessa hora não há TV ou telefone para interferir, ou pessoas entrando e saindo. E as crianças sabem que finalmente, e de fato, terão a sua atenção.

- Planeje fazer pelo menos uma refeição junto com sua família todos os dias.

- Dê um jeito de encontrar atividades da casa que exijam a participação de toda família. Envolva a todos na escolha de como usar melhor esse seu tempo, claro, na companhia deles.

- Crie um sistema de bilhetagem para TV. Cada "ingresso" poderá ser usado para a criança assistir seu programa favorito por, digamos, 30 minutos. Os bilhetes que sobrarem, aqueles que não foram usados durante a semana, ao fim de cada 7 dias, poderão ser trocados por uma quantia em dinheiro ou bônus. Os pais também podem vetar certos programas.

- Você pode usar o Telejornal, e pedir a opinião delas, como se comportariam diante de certas questões, o que acham de cada situação. Faça isso quando estiverem vendo reportagens, sinopses de programas, um documentário qualquer, etc.

* Lendo para seu Filho(a)

- O hábito da leitura não é espontâneo, ele precisa ser cultivado. Assim, ajude seu filho a cultivar o imprescindível hábito da leitura. Leia e também deixe a criança ver que você está lendo.

- Tente quebrar as regras da hora de ir para a cama, digamos, uma vez por semana, nos fins de semana. Deixe que sua Criança saiba que pode ficar acordada até a hora que quiser, desde que fique lendo na cama.

- Ajude seu filho(a) a começar sua própria biblioteca - livros populares ou pequenas brochuras é o ideal para essa fase. Dê a ideia de que podem trocar livros com os amigos. Visite sebos. Dê a ele(a) livros de presente. Use sua criatividade.

- Quer que sua criança crie gosto pela leitura? Deixe então que ela veja que você está lendo. Numa recente pesquisa, a maioria dos estudantes disseram que em suas casas existia pouco ou nenhum material de leitura. Material de leitura, isto exclui revistas de fofocas, materiais sensacionalistas, ou com conteúdo negativo.

- Faça um teste. Crie em casa um horário da leitura. Durante estes horários, todos da família se sentam para um tempo de leitura livre de interrupções. Ou aproveite esse tempo para um debate informal sobre algum assunto recentemente lido, ou publicamente comentado.

- Com as crianças pequenas, tente ler para elas durante o banho, ou na hora de levá-las à cama.

- Use a "Lei da simplicidade e prática" para ver se um livro está adequado ao nível de leitura do seu filho(a): Peça para que leia uma página do livro em voz alta. Mande que levante um dedo para cada palavra que não conhece. Se ele(a) levantar até quatro dedos e o polegar antes do fim da página, o livro provavelmente é muito difícil para que seja capaz de ler sozinho(a). No entanto pode ser um bom livro para ler em voz alta, evidentemente, com você por perto ajudando. Será útil na construção do vocabulário e é mais uma oportunidade para ficarem juntos.

Fonte: Site de Dicas

Crianças - O Adulto de Amanhã!

Fazer Pensar, isso é Educar

"Para um educador consciente, ensinar não é obrigação, mas, antes disso, um exercício de autoaprendizagem..."

Quando não estamos presentes na educação dos nossos filhos, logo estamos em busca de algum culpado para justificar a razão dos seus comportamentos deformados. Mas, infelizmente para os pais, não há como justificar que o resto do mundo seja culpado de alguma coisa. Podem até criar desculpas elaboradas, uma explicação que pareça lógica para cada coisa, e até mesmo alegar falta de tempo, pois trabalham fora, precisam prover o sustento a casa, etc.

Mas, não há como fugir da realidade, e esta é simples, os pais ou tutores são os verdadeiros responsáveis pela conduta de suas crianças, afinal de contas, estas não vieram ao mundo como cães sem dono.

Se não conseguem ter tempo para cuidar delas, isso faz parte do problema criado por eles mesmos, e não existem outros culpados. Como podemos exigir do mundo coerência para o modo de pensar e agir dos nossos filhos, se nós mesmos nunca lhes demos isso? Uma criança, criada dentro de um lar atencioso, com pais ou tutores carinhosos, respeitadores, só por obra de um trágico e ilógico destino, poderá ter uma mente deformada ao crescer.

As tentações do mundo lá fora, seus vícios e manias, existem primeiro dentro de nossas casas, através de nossas posturas pessoais. Como lidamos com tudo isso, como nos expressamos diante dos nossos filhos, isso fará toda diferença.v Disso vai depender aquilo que gostarão de ser e fazer no futuro. E a influência lá de fora servirá apenas de complemento, referência negativa ou positiva, reforço, para seus desejos ou aspirações. Sendo criados em um ambiente de atenção, cuidados e compreensão, nada do mundo lá fora tenderá a influenciá-los de forma negativa. Se ainda assim caírem em tentação, será porque uma correta e qualificada educação preliminar não tiveram dentro de casa.

Não se trata apenas de lhes proporcionamos conforto e plenitude material, mas antes disso, de lhes darmos atenção e respeito, afinal, são nossos filhos, uma herança que deixaremos para o mundo, uma contribuição negativa ou positiva..

Muitas vezes especula-se, como jovens que têm uma boa vida, uma família estruturada e estável, uma boa escolaridade, pais aparentemente justos que lhes suprem todas as necessidades materiais, como jovens com tal perfil, ainda assim, se deformam a ponto de cometerem excessos, de se entregarem aos vícios ou drogas, ou praticarem delitos graves.

A questão é: Como afinal de contas nasce a mente de um jovem? Não o cérebro orgânico, mas o conteúdo que está gravado lá dentro, aquilo que deu forma a sua personalidade? De onde virão as influências que lhe darão o comportamento e a conduta que juntamente com suas idiossincrasias o caracteriza como indivíduo? Do mundo lá fora, dos amigos, de sugestões da sociedade, dos costumes? O que afinal de contas os influenciam a ponto de determinar o que devam ou não ser, devam ou não fazer, de suas vidas?

Sabemos que uma criança não nasce com uma personalidade pronta, mas apenas com predisposições inatas, que chamamos de temperamento, que podem interferir no seu processo cognitivo, mas nunca determinar todas as suas posturas. Então, só podemos deduzir, pela lógica, que tudo isso ocorre no intervalo entre sua fase infantil e adolescente. Mas, como essa criança, recém chegada ao mundo, apreende e assimila os caracteres que irão determinar, que irão pontuar, constituir, sua personalidade, seus gostos, seus desejos, suas amarguras, enfim, todo repertório cognitivo que molda o seu caráter?


Fonte: Site de Dicas

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Como agir (e como não agir) no período de adaptação na escola, uma fase tão importante na vida do seu filho

O primeiro dia na escola é sempre difícil. Não à toa, ganhou até um nome: adaptação. Adaptação dos filhos, que chegam a um ambiente novo, diferente e desconhecido. E adaptação dos pais, que também sofrem com a ansiedade e o medo da reação da criança. A adaptação escolar é exatamente esse tempo dado às crianças (e aos pais) para que se acostumem à nova rotina.

10 respostas sobre adaptação escolar

1. Qual é a idade certa para a entrada na escola?

O ideal é que a criança vá para a escola por volta dois anos, pois é uma idade em que a convivência com outras crianças passa a ser mais estimulante. Mesmo do ponto de vista médico, o indicado é que a criança fique em casa até completar dois anos, pois essa é a idade em que ela atinge a sua plenitude imunológica e fica menos vulnerável a infecções. No entanto, se você tiver de trabalhar e não tiver com quem deixar o seu filho, nada de traumas: faça uma pesquisa e escolha um bom berçário, com boas instalações e com profissionais nos quais você confie. Em alguns casos, é melhor ir para uma boa escola do que ficar em casa com alguém sem formação.

2. Como prepará-lo para o ingresso na escola?

É importante não esconder nada. Explique que ele vai para a escola a partir de um determinado dia, que você vai levá-lo, vai buscá-lo e que o acompanhará no início. Fale dos novos amiguinhos que vai fazer, da professora, de como é a escola e o que acontece por lá. Mas é importante não exagerar, não falar como se ele estivesse indo para um bufê infantil, para que ele não fique frustrado. Nessas horas, nada como uma boa conversa.

3. Qual é o papel da família na adaptação?

Para o pai e a mãe, a adaptação começa na escolha da escola. Feita a escolha, a família tem que conhecer os rituais da escola, frequentar as reuniões que antecedem o início das aulas e abrir um canal de comunicação com o professor. Além disso, os pais têm o papel de esclarecer, explicar por que ele está indo para a escola, deixar claro que ele vai ficar sozinho lá depois de alguns dias. Não crie falsas expectativas no seu filho. O melhor é dizer a verdade. Explique que você vai acompanhá-lo por um período, mas que, depois disso, você vai voltar ao trabalho e ele vai ficar só com a professora e com os coleguinhas.

4. Qual é o papel da família na adaptação?

Para o pai e a mãe, a adaptação começa na escolha da escola. Feita a escolha, a família tem que conhecer os rituais da escola, frequentar as reuniões que antecedem o início das aulas e abrir um canal de comunicação com o professor. Além disso, os pais têm o papel de esclarecer, explicar por que ele está indo para a escola, deixar claro que ele vai ficar sozinho lá depois de alguns dias. Não crie falsas expectativas no seu filho. O melhor é dizer a verdade. Explique que você vai acompanhá-lo por um período, mas que, depois disso, você vai voltar ao trabalho e ele vai ficar só com a professora e com os coleguinhas.

5. Por quanto tempo o pai ou a mãe devem ficar na escola?

O tempo mínimo é de um ou dois dias. O tempo máximo varia de criança para criança, mas, em geral, uma semana ou dez dias são suficientes. Se após esse tempo o seu filho ainda não estiver adaptado e continuar exigindo a sua presença, o melhor é conversar com a coordenação da escola para saber como agir. Talvez seja o caso de pensar em outra estratégia de adaptação. Uma dica importante: nunca vá embora sem se despedir do seu filho. Ele pode se sentir traído e inseguro em relação à escola.

6 . Como lidar com o choro?

É preciso identificar se não é um choro manipulador, pois há crianças que fazem uso dessa artimanha para impedir que os pais as deixem. Muitas vezes, a criança chora ao ver o familiar se afastando, mas, logo depois, para e começa a brincar com os coleguinhas. Há momentos em que é importante ir embora sem olhar para trás, para evitar que essa situação se arraste por mais tempo. Converse com os professores e coordenadores para decidir como agir em casos como esse. E lembre-se: chorar um pouco em uma situação como essa é até saudável.

7. É normal sentir culpa ao deixar o filho na escola?

Sim. É normal principalmente quando o filho ainda é bebê. É claro que, para ou pai ou a mãe, sempre será difícil deixar um bebê nas mãos de um desconhecido (ou quase desconhecido), mas, lembre-se, uma hora ou outra, o momento de ir para a escola chegaria. O melhor é esquecer a culpa, pois a insegurança dos pais é facilmente percebida pelos filhos. Vá trabalhar feliz e faça com que o tempo que você tem com ele seja de muita qualidade. No entanto, se achar que está sofrendo mais do que deveria com essa situação, não hesite em procurar ajuda.

8. Quando a criança passa da Educação Infantil ao Fundamental, é necessário um período de adaptação?

Sim. Em geral, a própria escola faz esse ritual de passagem, mostrando às crianças e aos pais as novas salas de aula, o material que será utilizado e explicando quais serão as novidades que vêm com essa nova etapa. Se houver uma troca de escola, é importante que os pais estejam mais disponíveis nos primeiros dias.

9. Como deve ser feita a adaptação de uma criança que vem de outra escola?

Uma mudança de escola é sempre um pouco mais difícil. Por isso, deve ser muito bem planejada pela família. Se possível, o ideal é que a criança conheça a escola e os professores ou o coordenador antes de as aulas começarem. Isso é importante para que ela tenha referências, saiba a quem recorrer caso tenha dúvidas ou problemas. Além disso, é fundamental que ela entenda por que essa mudança está ocorrendo. O melhor é ser transparente. Em casos de crianças mais velhas, os outros alunos da turma também devem ser preparados para a chegada do novo colega.

10. Como os pais podem participar e ajudar no período de adaptação?

Além de acompanhar os primeiros dias da criança na escola, é importante que a família se envolva, conheça as instalações da escola, os professores, os coordenadores e os pais dos outros alunos. Muitas escolas oferecem atividades de adaptação específicas para os pais (sim, para você também é um período de adaptação). Se for o caso da escola do seu filho, não perca. É uma excelente oportunidade de conhecer os outros pais, o que também facilita a integração das crianças. E, quando as aulas começarem, não bombardeie o seu filho com perguntas. É importante escutar o que ele tem a dizer e perguntar o que aprendeu, mas nunca pressione por respostas.

Fonte: Adaptação na Escola

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Volta as aulas com muita diversão para os pequeninos! Dinâmicas de Grupo para Crianças - Emprestando o lápis

Objetivo da brincadeira: Mostrar para as crianças a importância de compartilhar suas coisas estimulando o relacionamento interpessoal e a união entre os membros do grupo.

Material: 1 lápis de cor por participante e 1 folha com desenho impresso para colorir.

Número de participantes e tempo estimado: até 40 crianças. 50 minutos

Como fazer a atividade:

1. Um dia antes da atividade com crianças em sala de aula a professora deve orientar que no próximo dia cada um traga apenas 1 lápis de cor, pode ser de qualquer cor. O professor também deverá providenciar um desenho para colorir, pode ser qualquer tema, uma dica aqui, para uso em catequese ou célula evangélica pode ser desenhos para colorir com temas bíblicos, para sala de aula pode ser temas de datas comemorativas ou relacionado a alguma matéria. Importante que cada folha tenha duas cópias do desenho, um ocupando a metade superior da folha e outro ocupando a metade inferior da folha e também providenciar a quantidade de cópias suficientes para todos os participantes, o desenho deve ser o mesmo para todos. Dica: Ao escolher o desenho certifique-se que ele tenha várias partes para colorir.

2. No dia da brincadeira com as crianças o professor deverá verificar se todos trouxeram um lápis de cor, caso contrário é importante que tenha algum de reserva. Também deve observar que as crianças usem apenas um lápis, uma cor, pedir que os demais lápis sejam colocados na bolsa ou debaixo da carteira.

3. Todos com as folhas com desenhos em mãos a professora vai iniciar a atividade orientando que as crianças pintem somente o desenho de cima da folha com o lápis que trouxeram, ou seja, o desenho será pintado com apenas uma cor.

4. Após todos terminarem de pintar o primeiro desenho com apenas uma cor a professora orientará da seguinte maneira: Agora vocês vão pintar o segundo desenho mas não podem utilizar o lápis que trouxeram. É importante nesse momento o educador ou coordenador da atividade observe a reação das crianças para ver se por si só encontrarão a solução para o problema, ou seja, se não podem usar o próprio lápis então como pintarão o desenho? A solução é simples, trocar o lápis com o de um amigo.

5. Dependendo da idade das crianças que estão participando da brincadeira logo se darão conta e começarão a emprestar os lápis dos amigos, se a solução demorar a aparecer o professor deverá interagir para que os alunos cheguem a conclusão por si próprios.

6. Quando todos entenderem o que deve ser feito o coordenador da atividade deverá orientar que podem usar quantas cores quiserem para pintar o desenho de baixo mas precisarão trocar e emprestar os lápis de seus amigos.

7. Antes de encerrar a atividade o coordenador ou professor deverá explicar aos alunos que o primeiro desenho foi pintado com apenas uma cor pois cada um utilizou apenas o lápis que tinha, no entanto ao compartilharem os lápis emprestando uns aos outros puderam colorir o desenho de baixo deixando-o mais bonito. A conclusão aqui é que em certas circunstâncias de nossa vida devemos aprender a compartilhar nossas coisas com nossos amigos para atingirmos um objetivo em comum. Esse diálogo deverá ser adaptado de acordo com a idade das crianças que participam da brincadeira e também do contexto que foi realizado, em sala de aula, em catequese ou em célula evangélica. Essa é uma dinâmica divertida para crianças que estimula o relacionamento interpessoal.

Fonte: Atividade Educativas Esoterikha

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Retomada do ano letivo das crianças; Segue algumas dicas do que pode ou não colocar na lancheira..

O que colocar na lancheira!

- Frutas

- Sucos naturais cereais

- iogurtes

- Sanduiches caseiros

O que não colocar na lancheira!

- Frituras

- Chocolates

- Refrigerantes

- Salgadinhos

Crianças, adolescentes e adultos têm necessidade de nutrientes em quantidades adequadas, nas diferentes fases da sua vida. Por isso, deve-se oferecer lanches de acordo com a idade da criança.

250 a 300 calorias para crianças de 4 a 6 anos;

300 a 350 calorias para crianças entre 6 e 9 anos;

350 a 450 calorias para os adolescentes (12 a 18 anos).

Fonte: Site de Dicas

Veja algumas dicas sobre atividade extracurriculares dentro das escolas!

A Capoeira na infância e o Balé ajudam muito no desenvolvimento de uma criança!

A Capoeira é uma arte genuinamente brasileira criada pelos escravos africanos trazidos para o Brasil Colonial. A partir de uma adaptação de uma dança africana, os cativos criaram uma luta para fugir das senzalas e da opressão para a liberdade dos quilombos. A arte da capoeiragem foi proibida e perseguida até 1937, quando o Presidente Getulio Vargas assinou um decreto liberando todas as manifestações afro-brasileiras, dentre elas a Capoeira. De arte proibida para manifestação genuinamente brasileira a capoeira evoluiu, absorveu influencias de outras lutas, adicionou evoluções de outros esportes (como a ginástica olímpica) e transformou-se em uma arte abrangente que encanta praticantes e espectadores em mais de 150 países onde é praticada.

A Capoeira abrange luta, dança, musica e canto, história e folclore, na prática, cada “face” da capoeira contribui em um aspecto na educação e formação do praticante. Esta proposta tem o objetivo de lecionar a Capoeira de forma objetiva, com um rigoroso planejamento de aulas, e um sistema objetivo de graduação e avaliação do praticante, tornando um ensino de capoeira uma pratica agradável e segura para os seus praticantes.
Ensinando e Aprendendo a Capoeira

A prática da Capoeira proporciona:

1. luta: Os movimentos de defesa e ataque tem o objetivo de aperfeiçoar as habilidades motoras, dentre elas força, agilidade, equilíbrio, auxiliando na saúde física e mental do praticante, além da defesa pessoal, torna o praticante mais seguro no seu cotidiano.

2. dança: A capoeira é denominada como uma “luta dançada” ou uma “dança de luta”, pelas expressões citadas é fácil perceber a intimidade da capoeira e a dança, junto com o maculelê e o samba de roda, ritmos dos folguedos do folclore brasileiro, consagrademente incorporados pela capoeira. Esta união se transforma em uma opção para a melhora das habilidades ritmo, flexibilidade, simetria corporal, além de ser uma ótima atividade de lazer!

3. Musica e Canto: não podemos falar de Capoeira sem falar do berimbau, dos lamentos vindos do tempo da escravidão, as juras de amor, os grandes mestres, a musica e o canto permitem uma viagem no tempo, uma aula de historia de um tempo que ela era apenas contada. A musica e o canto diminuem a timidez, a socialização, a criatividade, uma atividade de lazer, pois quem canta os males espanta.

Nos dias atuais, a prática da Capoeira tem se mostrado um ótimo instrumento de complementação educacional, permite aos seus praticantes bem estar, uma atividade física abrangente criada e aperfeiçoada em sintonia com a evolução da sociedade brasileira.

O Balé ajuda no crescimento de uma criança!

Na escola o balé é uma modalidade da dança adotada na educação infantil para as meninas visando um enriquecimento de possibilidades motoras para alcançar um desenvolvimento integral. A dança é repassada com atividades que
transmitam sensação de alegria através dos movimentos, promovendo uma livre expressão corporal e um espírito socializador.

São utilizados passos de balé clássico, mas a ênfase maior se dá a partir do conhecimento das diversas possibilidades corporais diante de desafios enfrentados pelas crianças no decorrer das aulas. O centro das atividades é a criança, seu interesse e sua expressão corporal são relevantes à aquisição de novas habilidades motoras pertinentes ao seu nível de desenvolvimento.

As aulas são complementadas com atividades ginásticas, que propiciam também um aumento do acervo motor. Assim a criança pode compreender o seu limite e as suas possibilidades de ação corporal.

Fonte: Chuva de Estrelinhas

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

7 dicas coloridas para sua festa de Reveillon



O réveillon é sinônimo de festa e, por isso mesmo, a decoração da casa tem de condizer com esse ambiente de boa disposição, glamour e alegria. Pensando nisso, separamos 7 dicas super bacanas para deixar a sua decoração de reveillon bem divertida e colorida!




    1. Velas vistosas: numa festa de réveillon não podem faltar as velas e quantas mais melhor, pois, a decoração agradece! Se vai dar um jantar de réveillon íntimo, concentre as velas sobre a mesa de jantar, optando por recipientes originais. Se a festa de réveillon vai ser grande e muito animada, espalhe as velas por todos os espaços que vão receber convidados, optando por velas de tamanhos grandes (duram mais tempo) e se as colocar dentro de bonitas lanternas, o efeito é ainda mais divertido e seguro. E, claro, não se esqueça de as acender todas… os seus convidados vão adorar!

    2. Brinde bonito: o champanhe é o rei da festa de réveillon, por isso, personalize as taças de champanhe com um detalhe engraçado – pode ser uma etiqueta pendurada com uma fita na base com o seu nome, uma citação ou mensagem de boas-vindas ao ano novo; pode ainda ser um enfeite natalício ou outro mimo especial. E não se esqueça, as crianças vão adorar brindar também com uma dessas. 

    3. Confetti colorido: aproveite os restos do papel de embrulho de Natal e, com um furador, reúna um stock generoso de confetti festivo para dispor solto sobre a mesa de jantar ou para espalhar à porta de entrada. Guarde um pouco em sacolinhas coloridas e entregue para as crianças quando o relógio soar meia noite. 

    4. Gelo giro: se vai ter um ou mais baldes com gelo para manter o champanhe ou outras bebidas sempre frescas, dê-lhes uma decoração irresistível ao colocar, por entre o gelo, elementos comestíveis como morangos ou chocolates; ou elementos decorativos, as crianças adoram os gelos coloridos em formato de bichinhos ou frutas. 

    5. Marcador festivo: aproveite os elementos mais divertidos da festa do réveillon para criar marcadores de lugar bem criativos. Pode usar tudo desde um balão preso com uma fita a cada cadeira ou um chapéu de réveillon colocado sobre o prato, a um saquinho transparente recheado de confetti colorido. Afinal de contas, réveillon é diversão… e a decoração da festa também pode e deve ter esse espírito!

    6. Belos balões: os balões não devem ser exclusivamente reservados às festas de aniversário ou festas infantis, uma vez que a festa de réveillon só fica a ganhar com balões a flutuar em cada divisão e a decorar a casa de forma bem festiva.

    7. Acessórios de réveillon: na decoração do réveillon não podem faltar elementos divertidos como apitos, línguas de sogra, cornetas, confett, plumas, penas, chapéus, tiaras, etc. As crianças adoram e fazem a diversão da festa. 

    Fonte: Revista Eu Decoro 

    Doces divertidos para decorar a sua ceia de Natal!

    Uma sugestão divertida para decorar a sua ceia de Natal com cinco idéias deliciosas para deixar os pequenos empolgadíssimos com a novidade colorida e criativa na mesa. 


    1. Cupcake com árvore de natal

    2.Biscoitinhos com botões de açúcar


    3. Pirulitos de chocolate com rostinho de boneco de neve 


    4. Bombom decorados 


    5. Casinha do papai Noel feita de jujubas e confeitos



    Fonte: Atelie dos Doces

    8 Brincadeiras para se divertir em família na noite de Natal





    1. ADIVINHE QUEM É! 
    Você vai precisar de:


  1. 1 lenço
    • 2 colheres de plástico 
    Como brincar:
    1. Vendem os olhos de um jogador. Outro participante fica na frente dele. Quem está vendado só pode tocar no amigo com as colheres e tem de adivinhar quem é. 
    2. Se ele não acertar na primeira tentativa, o amigo que está na sua frente vai imitar a risada do Papai Noel, dizendo “HO HO HO!”. Se o jogador acertar, o amigo que estava na sua frente vai ficar de olhos vendados e a brincadeira recomeça. Se mesmo assim ele errar, terá de tentar tocar outro participante, até adivinhar. 

    2. PROVA DAS BEXIGAS 
    Você vai precisar de:
    • 2 sacos de lixo grandes, vazios
    • Bexigas 

    Como brincar:
    1. Dividam-se em dois times. Distribuam as bexigas e um saco de lixo para cada equipe.
    2. Contem até três e cada equipe começa a encher bem seus balões e a colocá-los dentro do saco.
    3. Vence quem conseguir pôr mais balões totalmente cheios no saco de lixo, sem estourá-los. 

    3. O NÚMERO É...
    Você vai precisar de:
    • 1 árvore de Natal enfeitada
    • Papel
    • Lápis
    • 1 caixa de papelão 

    Como brincar:
    1. No dia da festa, cada convidado que chegar deve olhar a árvore de Natal e escrever em um papelzinho seu nome e quantos enfeites a árvore tem. Todos colocam os papéis na caixa.
    2. Depois, reúna todo mundo e contem os enfeites. Quem acertou pode ganhar um enfeite da árvore. 

    4. DE OLHO NA ÁRVORE
    Você vai precisar de:
    • 1 árvore de Natal bem enfeitada
    Como brincar:
    1. Reúna a turma ao redor da árvore. Sorteiem um participante, que vai sair da sala por 3 minutos. Escondam um enfeite e chamem o jogador de volta.
    2. Contem juntos até 50. Durante esse tempo, ele tem de descobrir qual o enfeite que está faltando.
    3. Se acertar, pode escolher o próximo jogador a sair.
    4. Se errar, paga um castigo escolhido pela turma – pode ter de cantar uma música de Natal ou fazer uma imitação engraçada. 

    5. AMIGO MISTERIOSO
    Você vai precisar de:
    • Papel
    • Caneta
    • Bombons
    Como brincar:
    1. Escrevam o nome de cada participante em um papel. Um jogador sorteia um nome e vai para o meio do grupo, sem mostrá-lo para ninguém.
    2. Cada participante, na sua vez, pode fazer uma pergunta sobre o amigo sorteado. Vale perguntar sobre os gostos e o jeito do outro, mas não sobre a aparência física. Quem responde só pode dizer sim ou não.
    3. Quem acertar o nome que está no papel ganha um bombom, sorteia um colega e aí o jogo recomeça. 

    6. PAPAI NOEL MANDOU...
    Você vai precisar de:
    • Árvore de Natal
    Como brincar:
    1. Sorteiem quem vai ser o Papai Noel e ficar perto da árvore. Os outros se alinham do lado oposto, o mais longe possível.
    2. Papai Noel fica de costas e dá ordens como: “Papai Noel manda todos andarem de costas” (ou saltarem, ou dançarem).
    3. A turma toda cumpre as ordens e quem chegar primeiro à árvore será o novo Papai Noel. 

    7. DESEMPACOTANDO 
    Você vai precisar de:
    • doces e pequenas lembranças de Natal
    • Saquinhos e caixinhas de presente
    • 1 dado
    Como brincar:
    1. Junte parentes e amigos e embrulhem enfeites, doces e canetinhas, colocando um saquinho dentro do outro.
    2. Deixem os embrulhos perto da árvore. Reúna todos e sorteie quem vai começar.
    3. O sorteado pega um embrulho e joga o dado para saber quantas embalagens pode abrir. Se não chegar ao presente, outro jogador joga o dado e continua a abrir o mesmo pacote. Se chegar, ele fica com o presente e o jogo recomeça. 

    8. RECADOS ESPECIAIS
    Você vai precisar de:
    • Cartolina amarela
    • Caneta
    • Fita colorida 
    Como brincar:
    1. Se a festa vai ser na sua casa, desenhe e recorte estrelas de cartolina.
    2. Faça um furinho em cada uma e deixe-as perto da árvore de Natal.
    3. Cada convidado que chegar pode escrever uma mensagem especial em uma estrela e pendurá-la na árvore de Natal usando uma fita.
    4. Guarde as estrelas como lembrança desse dia especial, junto com as fotos da festa. 

    Fonte: Revista Recreio

    quinta-feira, 21 de novembro de 2013

    Aula de física e inclusão


    Pensar práticas inclusivas durante a formação de professores para o ensino médio. Esta é a proposta do e-book Saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de física, escrito pelo professor Eder Pires de Camargo, da Faculdade de Ciências da Unesp de Ilha Solteira, interior de São Paulo. No livro, que é gratuito, o autor expõe que é possível ensinar muitos conceitos físicos independentemente da visão.

    Em treze meses de trabalho para o pós-doutorado, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Camargo estudou o processo de planejamento das atividades de ensino de física em salas de aula que contemplam alunos com e sem deficiência visual. Para a pesquisa, ele acompanhou, em 2005, as aulas de futuros professores, estudantes de licenciatura em física da Unesp, em classes regulares do Colégio Técnico Industrial da cidade de Bauru, também no interior paulista.

    As primeiras análises feitas pelo autor mostraram quais são as principais dificuldades apresentadas pelos licenciandos nas salas que abrangem alunos com e sem deficiência visual concomitantemente. Ele enumera quatro: a relação direta que os futuros professores fazem entre conhecer fenômenos físicos e ver esses fenômenos; o desconhecimento da pessoa com deficiência visual; a atribuição de responsabilidades, ou seja, declarar que não é possível planejar as atividades porque não sente que foi preparado para isso na universidade ou porque a escola não fornece a infraestrutura necessária para a inclusão; a não superação de procedimentos tradicionais de aprendizagem.

    Após discorrer sobre as especificidades práticas do ensino de óptica, eletromagnetismo, mecânica, termologia e física moderna, Camargo faz recomendações aos docentes. Algumas delas são: saber sobre a história visual do aluno, como, por exemplo, se ele possui resíduo visual, se é cego desde o nascimento etc.; saber que significados vinculados às representações visuais sempre podem ser registrados e vinculados a outro tipo de percepção (tátil ou auditiva); saber que existem fenômenos físicos que não podem ser observados empiricamente e, portanto, compreendê-los não exige visão e outros sentidos; saber trabalhar a linguagem matemática; saber promover a interação entre alunos com e sem a deficiência.

    O download gratuito da obra pode ser feito no site http://www.editoraunesp.com.br/catalogo.asp.

    Fonte: Revista Educação

    Depressão em crianças e racismo

    Um levantamento realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, encontrou 461 estudos que apontam a relação entre discriminação racial e ocorrências de depressão e ansiedade em crianças e adolescentes. O relatório, publicado em outubro no periódico Social Science & Medicine, analisou estudos conduzidos em sua maioria nos Estados Unidos, com jovens entre 12 e 18 anos. Segundo o levantamento, os grupos étnicos mais representados nas pesquisas são afro-americanos, latinos e asiáticos.

    Os tipos de discriminação mais presentes nesses estudos são experiências interpessoais e não racismo institucional ou sistêmico. Segundo o texto, o levantamento comprova um problema que precisa ser combatido na sociedade, na escola e nas comunidades para melhorar a saúde infantojuvenil, uma vez que as crianças que passam por essas experiências têm mais propensão a baixa autoestima, baixa resiliência e piores níveis de bem-estar. Ainda de acordo com o relatório, as mães que sofrem racismo durante a gestação têm mais dificuldades no parto.

    quinta-feira, 14 de novembro de 2013

    Dicionário poético

    “Adulto: pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma”. Essa definição, precisa e direta como um tapa, é do menino Andrés Felipe Bedoya, de 8 anos, parte de um projeto do professor colombiano Javier Naranjo, pai de Laura, que recolheu 500 definições escritas ou ditas por crianças e publicadas no livro Casa de las Estrellas – El Universo Contado por los Niños. “Casa das estrelas” foi como um dos alunos definiu o universo. Lançado em 1999 e relançado na Feira Internacional do Livro em Bogotá em abril, o livro traz frases como “Água: transparência que se pode tomar”. E foi com o assombro de quem não se dava conta de como as crianças veem o mundo de modo poético que os pais brasileiros conheceram o “dicionário de crianças”.

    As definições caíram no Facebook a partir do lançamento da nova edição e viralizaram imediatamente. Javier, que não tem perfil em nenhuma rede social, ficou sabendo da repercussão quando os jornalistas brasileiros começaram a procurá-lo. O livro chega às livrarias do Brasil pela editora Foz ainda neste ano.

    A relação de Javier com o nosso idioma vem de longa data. Um de seus livros de poemas se chama Orvalho, palavra escolhida pela sonoridade. “O português é uma língua que canta”.

    Para ele, a poesia que emana das frases ditas pelas crianças se originam desse encantamento que os mais novos ainda são capazes de sentir diante do mundo, por terem o olhar ainda não contaminado. Tomara que a gente possa deixar as crianças serem crianças e aprendamos a ver com olhos livres como elas.

    Qual das definições mais te surpreendeu?
    Esse trabalho foi feito ao longo de quase 10 anos, então são inúmeras as definições. Mas acho que a definição de adulto como uma pessoa que fala sempre de si mesma antes de falar do outro é a mais marcante, porque expressa a forma como nós nos portamos.

    Como você fazia para anotar? As crianças escreviam ou você gravava?
    Algumas crianças eram bem pequenas, com 2 ou 3 anos, então essas eu gravava e transcrevia da mesma forma como a definição havia sido feita. Com as crianças maiores, dava o tempo de uma aula para que eles pensassem a respeito, para que escrevessem suas próprias definições. O engraçado era que algumas crianças encararam isso como lição de casa, levaram para os pais e colocaram as respostas do dicionário. Então eu explicava que aquilo não era uma obrigação. Não havia certo nem errado. Só queria ouvir o que elas tinham a dizer. Não dava um prazo para que eles entregassem nada. Deixava a cargo deles.

    E você, como definiria uma criança?
    Acho que a criança é alguém conectado a uma essência primordial. O adulto é justamente o contrário, alguém que se desconectou de sua essência, perdeu a união com o mundo original.

    Por que você acha que as crianças estão mais próximas do poético que nós?
    O filósofo francês Gaston Bachelard nos fala da permanência de um núcleo de infância na alma humana. A criança vive a realidade de uma maneira absolutamente reveladora. Se a linguagem é a “casa do ser”, segundo o filósofo alemão Heidegger, as crianças vivem em uma outra casa, da qual nós, adultos, fomos expulsos. Essa maneira particular que as crianças têm de viver só é possível por seu vínculo com a “anima mundi”, a alma do mundo, com o assombro, com o poético que permeia tudo.

    Por que os que vivem nas áreas rurais estão mais próximos do poético?
    As crianças da área rural têm uma certa inocência, um olhar mais limpo, sujeitas à vertigem da vida urbana, a uma maior saturação dos sentidos e a múltiplas “aprendizagens” nas quais uma educação errada desagrega e atomiza em vez de integrar, coletar, irmanar.

    Por que o poético contido nas definições das crianças nos causa tanto espanto?
    Disse o poeta argentino Roberto Juarroz que as pessoas não leem poesia por medo de ver as coisas nuas. Ele escreveu: “A poesia é uma forma de despertar. É uma forma de abrir os olhos, de entendermos o que todas as correntes de filosofia e sabedoria disseram ao longo dos séculos: não basta nascer uma vez, é preciso voltar a abrir os olhos, é preciso nascer de novo”. A poesia é a palavra mais elevada, mais profunda, e as crianças estão mais próximas dela. Há uma frase muito citada de Rilke [o poeta alemão Rainer Maria Rilke], mas que é necessário citar de novo: “A infância é a pátria do homem”.

    Em sua opinião, o poético ainda pode sobreviver no mundo corrido em que vivemos?
    Sim, o poético ainda sobrevive, apesar das vãs tentativas de ignorá-lo e do “ruído” de todo tipo que nos rodeia habitualmente. É claro que não falamos apenas de palavras; elas só às vezes dão conta da poesia que ocupa a vida. A poesia é necessária porque reconhece e encontra outra dimensão do ser para que vivamos nossos dias de uma maneira mais atenta, mais plena.

    Você acha que o dicionário fez sucesso por estarmos tão afastados do poético que não percebíamos o quanto sentimos falta dele?
    Acho que o dicionário nos sacode para que não esqueçamos essa condição do humano que as crianças nos trazem com sua linguagem poderosa. Essas vozes plenas de sabedoria nos recordam a nós mesmos e nos dizem: “não se afastem, não se percam de seu íntimo pertencimento ao todo”.

    Você tem filhos?
    Sim, tenho uma filha de 23 anos, a Laura, que atualmente mora em Buenos Aires, na Argentina, estuda desenho gráfico na Universidade de Palermo e trabalha numa revista.

    Como escolheu o nome de sua filha?
    Eu queria ter um menino, que iria se chamar Pablo. Em nossas conversas, Pablo ia e vinha. Não que eu não gostasse de meninas, mas pensava que poderia contar a um menino o que é ser menino e compartilhar coisas comuns. Mas menina... Eu não sabia como era ser menina!

    Ficava assustado com a possibilidade de ter uma filha. Quando minha mulher fez o ultrassom e me disse “é uma menina”, fiquei mudo e passei dias digerindo a informação… Uma noite, sonhei que recebia minha filha com muita alegria e acordei reconciliado com a ideia de ter uma menina. Tínhamos pensado em dois nomes para ela: Isabel e Laura. Quando saímos da sala de parto, depois que eu cortei o cordão umbilical, uma amiga que nos esperava saudou minha filha: “Oi, Laura…” E assim foi como Laura, que agora tem 23 anos, recebeu seu nome.

    O que você lia para ela?
    Eu lia para Laura desde quando ela estava na barriga da mãe. Lia poemas que não necessariamente eram para crianças, colocava músicas para ela ouvir, contos infantis também. Mas nunca me preocupei se aquele determinado tipo de literatura era para a idade dela. Porque acho que isso não existe. Não importa se um livro é para uma criança de 2 a 4 anos ou de 5 a 8, porque ela vai ter sua forma de interpretar aquilo que vai de acordo com sua idade. E isso é o mais interessante ao ler para uma criança, saber como ela irá entender aquilo que você está passando para ela.

    Seu pai lia muito?
    Meu pai é o filho mais velho de uma família de camponeses que emigrou forçadamente para a cidade por causa da violência endêmica que atinge a Colômbia há mais de 60 anos. Só frequentou algumas séries do ensino fundamental, porque precisou abandonar a escola para ajudar a sustentar sua família, trabalhando praticamente desde criança. Ele conta que um professor lhe emprestava livros e foi assim que começou a ler, o que se tornou um hábito diário.

    Ele lia para você?
    Lembro de uma situação marcante. Enxergava muito pouco com o olho esquerdo e tinha um grave estrabismo e tive de operar com 10 ou 11 anos. Depois da operação, ainda sob efeito da anestesia, caí da cama e passei a ter fortes alucinações. Vi um esqueleto que, com meus gritos, desapareceu, e achava que tudo era real...

    Essas visões duraram algum tempo. Meu pai deixava a luz do corredor acesa e lia para mim até eu cair no sono. Mas bastava ele se afastar que eu acordava e não o deixava ir.

    Você tinha livros em casa? 
    Quando eu era pequeno, tínhamos apenas quatro livros em casa, porque éramos muito pobres e não podíamos comprá-los, então recorríamos a bibliotecas. Havia uma pequena coleção da editora argentina Tor, que publicava uns livrinhos cor de laranja, de filosofia e pensamento, com textos de Sêneca, Bergson, Aristóteles, Balmes. Gostava da textura, da cor das páginas, do cheiro daqueles livros. Eu os pegava e tentava ler alguma coisa. Claro que não entendia nada. Mas ver meu pai embebido nesses livrinhos me levava a tentar encontrar neles isso que era tão poderoso que o levava a outro mundo. Ainda cedo meu pai fez uma carteirinha da biblioteca pública para mim e eu comecei a conhecer todos os escritores de aventuras que conseguiam me dar outros corpos, outros nomes e outras terras para viver.

    Tem algum livro que marcou sua infância?
    Não me lembro propriamente de livros de poemas, mas me recordo muito dos livros de aventura: Emilio Salgari, Júlio Verne, Jack London e Mark Twain. Não destaco nenhum livro em particular. A poesia veio depois, quando conheci um livro que me tocou muito pelo poder de suas palavras inflamadas: Diário de Um Retorno ao País Natal (Editora Edusp), do poeta martinicano Aime Césaire.

    Sua mãe lia histórias para você? Quais?
    Minha mãe só lia a revista Seleções, que ela devorava, além dos jornais do dia. Mas ela era capaz de ler também outras coisas: como as plantas e o jardim. E, para entender essa linguagem, há que deixar a pressa e reduzir nosso desassossego habitual, porque esses vegetais “caminham” em outra velocidade... Tenho certeza de que aprendemos muito cuidando do verde, dos vegetais, da natureza. Eles nos inspiram e ensinam. Isso foi minha mãe quem me ensinou, desde a infância.

    Como imagina que seu livro vai ser recebido no Brasil?
    Em muitos países, inclusive no Brasil, foi publicado um número incrível de reportagens e entrevistas a partir da última edição do livro que apresentamos na Feira do Livro de Bogotá. Não faço parte de nenhuma rede social, mas me contam que o dicionário foi muito comentado por meio delas. O livro realmente gerou um grande interesse. Acredito que a reação ao livro no Brasil, em português, essa língua que canta, vai ser muito boa, e tomara que isso mostre aos céticos que somente a condição de ser criança, independentemente de país e classe social, pode nos convidar a tentar limpar a visão e contemplar o mundo com o assombro do recém-criado a cada dia e agradecer por estarmos vivos (apesar de tantas circunstâncias terríveis ou graças a elas).

    O que você acha do contato das crianças com a tecnologia?
    Parece que as crianças que nascem hoje já têm um chip, pois já sabem como agir diante dos computadores, programas… Não dá pra negarmos que elas se aproximem das tecnologias. O que tenho notado é que algumas crianças não entendem mais a caligrafia própria de cada pessoa. Aquela letra que traz sua personalidade parece ser algo em extinção. As letras agora são iguais. Acho que as duas coisas têm de coexistir.

    As crianças de hoje são diferentes?
    Estamos vivendo num tempo em que as crianças são pequenos tiranos, como se todos ao redor tivessem de obedecer suas vontades. Isso me preocupa. Os pais já não sabem muito bem como lidar com seus filhos. E por outro lado alguns professores também já não sabem como lidar com algumas crianças. A questão da leitura, por exemplo, vira uma obrigatoriedade sempre associada às notas, desempenho, pouco se fala da leitura como um prazer.

    E como disciplinar as crianças, então?
    Para mim, a disciplina deve ser por sedução e não regras. Quando você apresenta um livro para uma criança, pode fazê-lo de várias formas, mostrando o mundo inteiro que está por vir caso ela leia. As crianças são atraídas por isso.

    Família é tudo?
    Como disse uma criança em uma definição, família é tudo, tudo, tudo.Ou como disse outra criança: famíliaé o sol, as plantas, a natureza... Família é mesmo tudo isso, uma totalidade.

    Como aproveitar melhor a infância com os filhos?
    Escutando seus filhos. E escutar nem sempre é fácil. Não nos damos conta do que as crianças têm a dizer e não perguntamos. Hoje, tenho uma ótima relação com a minha filha, que mora em Buenos Aires, e vejo que isso é fruto de como foi nosso relacionamento na infância. O fato de ela morar longe, de saber construir sua vida, mostra isso. Dei asas para ela, deixei que ela aprendesse a se virar e ela conseguiu. E é isso que falta nas crianças de hoje em dia, todas parecem estar muito supervisionadas pelos adultos, como se não pudessem fazer ou pensar algo sem a presença dos pais.

    Fonte: Revista Pais e Filhos

    quarta-feira, 23 de outubro de 2013

    JORNALISTA CRIA INFORMATIVO PARA PÚBLICO INFANTIL

    A jornalista Simone Ronzani criou o Recontando. Um informativo que reconta as notícias para crianças. Vale a pena conferir.

    segunda-feira, 21 de outubro de 2013

    A ARTE E O DESENHO INFANTIL: UMA PERDA DE TEMPO?

    Certa vez, quando tinha seis anos, vi num livro sobre a Floresta Virgem, “Histórias Vividas”, uma imponente gravura. Representava ela uma jibóia que engolia uma fera. Eis a cópia do desenho.


    Dizia o livro: “As jibóias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão...” Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim:

    Mostrei minha obra-prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes fazia medo. Responderam-me: “Por que é que um chapéu faria medo?” Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era assim:


    As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando.
    “O Pequeno Príncipe” (Capítulo 1), de Antoine de Saint-Exupéry



    Assim como o narrador da história, você já passou por tal situação? Quantas vezes os desenhos feitos pelas crianças são mal interpretados ou considerados como rabiscos sem significado. Mas, será que a arte expressada através de desenhos é uma “perda de tempo” quando equiparada à história, matemática ou geografia, por exemplo, consideradas tão significativas para a nossa formação? Afinal, qual o significado e importância da arte para as crianças?

         A arte enquanto processo criador e expressivo pode ser considerada como uma forma de linguagem, principalmente durante os primeiros anos de vida, momento em que a criança começa a perceber o mundo à sua volta. A criança costuma expressar, através da arte, diversos sentimentos e pensamentos que estão intimamente relacionados à convivência com outras pessoas e com o ambiente no qual está inserida. A partir de variadas experiências, os pequenos aprimoram suas representações artísticas, o que resulta em um bom desenvolvimento intelectual, perceptivo e afetivo.

         Durante a infância é necessário ampliar algumas experiências perceptivas (visualidade¹, sonoridade e tato) para que a criança possa ter uma melhor compreensão acerca dos diferentes espaços, pessoas e objetos a sua volta. Ao desenvolver a visualidade, nem sempre as crianças representam as características da forma como realmente são: há uma variação de cores, perspectivas, tamanhos, formas etc. O tato e a sonoridade complementam percepções que não podem ser identificadas somente pela visão. Assim, todos os sentidos estão articulados, um depende do outro. As percepções consistem na análise e interpretação da criança, as quais ganham significado e tornam-se uma verdadeira “leitura de mundo”.

         Ao perceber o que está à sua volta, as crianças ampliam também o seu processo imaginativo, no qual associam elementos da realidade e da fantasia, mesclando esses dois extremos.  Imaginar possibilita reproduzir o que é observado, além de permitir a criação e recriação de novas formas de agir, pensar, brincar e representar, no que tange aos aspectos afetivos e sociais. Como característica própria da infância, a imaginação varia de acordo com o desenvolvimento e motivação atribuída às ações realizadas durante essa fase.
         Tanto a percepção quanto a imaginação darão suporte a mais um processo de conhecimento da arte: trata-se da representação através do desenho infantil. Os chamados “rabiscos”, comumente desvalorizados pelos adultos, na verdade representam gestos, nos quais os traços bruscos expressam ações e movimentos corporais. Inicialmente não há uma intencionalidade, mas aos poucos a criança percebe que além dos gestos ela pode representar inúmeros objetos também. Ao longo do desenvolvimento as representações artísticas vão sendo aprimoradas, tornando-se mais elaboradas e próximas da realidade.

         A arte deve ser valorizada como expressividade infantil, até mesmo como atividade essencial para o desenvolvimento de aspectos físicos, psicológicos, afetivos e cognitivos. O desenho infantil geralmente não é valorizado, tanto no espaço escolar quanto familiar, tornando-se desconhecida a importância dessa atividade. No ambiente escolar, o professor deve estimular essas expressões, ao invés de reproduzir atos que desvalorizam as criações das crianças.

         É importante reconhecer que a criança é um ser atuante no mundo, capaz de percebê-lo, interpretá-lo, bem como de imaginar novas possibilidades, representando tudo em um simples papel. A criança tem um modo belíssimo e único de observar o que existe, o que faz parte do contexto em que vive. Porém, na maioria das vezes, ela é podada de expressar suas percepções, ocasionando em consequências negativas para a sua formação. Enquanto educadores, precisamos ter consciência de que as áreas consideradas fundamentais para a aprendizagem e construção do conhecimento, como a Língua Portuguesa e a Matemática, não são superiores ou menos significativas que a Arte, mas que cada saber amplia a formação das crianças de modo diferenciado. Ou seja, cada uma contribui ao seu modo. Além disso, precisamos refletir sobre nossas práticas e estarmos atentos a nossos posicionamentos diante da arte infantil, afinal: “As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando”.

    Fonte: PET Pedagogia